Sede do Banco da Amazônia, no Centro de Boa Vista. Foto: Ascom/Fórum de Energias Renováveis de Roraima

Basa facilita ainda mais acesso às linhas de crédito para energia solar

O Banco da Amazônia vem, a cada dia, facilitando o acesso às suas linhas de crédito para aquisição de equipamentos para instalação de pequenas usinas de energia solar, seja em residência, comércio ou em propriedades rurais.

O gerente geral do Basa em Roraima, Delvan Prata, disse que a instituição tem um programa especial de financiamento de energia solar, que é o Energia Verde. “Esse programa atende pessoas físicas e jurídicas sejam da área urbana ou rural”, disse.

Delvan explicou que no setor não rural, o Banco, por meio do programa, tem duas finalidades básicas. Na primeira delas é financiar a micro e minigeração de energia fotovoltaica e a segunda é financiar a produção de energia de outras fontes renováveis.

“Nesse aspecto é importante destacar que esses financiamentos, tanto para micro e minigeração de energia, quanto a produção de energia renovável de outas fontes, ele deve ser para o consumo próprio da pessoa financiada, e isso é importante destacar”, explicou.

Outro ponto importante, segundo Delvan, é mostrar qual que é o público alvo desse produto, que foi criado para atender especialmente as pessoas físicas residenciais. “Ou seja, eu, você, o seu João, enfim, as pessoas que moram em suas residências e que tem um consumo de energia considerável”, disse.

O gerente afirma que o produto foi criado para que essas pessoas possam gerar sua própria energia e, consequentemente, conseguir reduzir a sua conta de luz e também contribuir com o sistema elétrico nacional. Ele volta a esclarecer que o Energia Verde tem como público-alvo essas pessoas físicas residenciais e também as empresas.

“É importante destacar que empresas de qualquer porte, seja um microempreendedor individual até uma grande empresa, ela faz parte do público-alvo dessa linha”, destacou o gerente geral.

Sobre as atividades financiadas na linha FNO Verde, Delvan Prata esclarece que o Banco financia praticamente todas as atividades que vão desde agroindústria a indústria, o comércio, a cultura e o turismo, a prestação de serviços, além de atividades agroindustriais industriais voltadas para a exportação.

“Então, como você pode observar, basicamente todas as atividades da cadeia produtiva são financiadas. Desde o início das atividades ali na agroindústria, até chegar na indústria.

O FNO Verde os seguintes itens: a microgeração distribuída, aquela consiste na central geradora de energia, com potência instalada de no máximo 75 KW e vai financiar também a minigeração distribuída, que consiste na central geradora de energia elétrica com potência instalada superior a 75 KW e menor ou igual a 5 MW.

Delvan lembrou ainda que dentro desses dois itens financiáveis é importante destacar que eles precisam trabalhar no sistema de cogeração qualificada, que é aquele sistema onde a central geradora de energia elétrica está conectada com a rede de distribuição da concessionária local.

“Além do financiamento da microgeração distribuída e da minigeração distribuída é também possível financiar, dentro desse conjunto, o sistema de compensação de energia elétrica, que é aquele sistema que você vai injetar o seu excesso de geração de energia na rede da concessionária distribuidora, que é tipo um empréstimo gratuito e depois eles vão compensar para você, reduzindo seu consumo de energia”, informou

O Basa também financia outros itens, como a melhoria do sistema implantado, ou seja, modernizar as instalações, substituindo alguma placa ou reformando algum equipamento. “Essa melhoria também pode ser financiada. Muitas pessoas querem aumentar sua produção ou implantar equipamentos mais modernos. Isso nós financiamos também”.

O banco também pode financiar o que a Aneel trata como empreendimentos com múltiplas unidades consumidoras. Eles são caracterizados pela utilização de energia elétrica de forma independente, onde cada fração constitui uma unidade consumidora e as instalações para o atendimento das áreas de uso comum, constituem uma unidade consumidora. O exemplo citado foram os condomínios. Neles, os proprietários atendem várias unidades consumidoras com apenas uma usina. Isso contribuiria para a redução do consumo de energia daquele local.

Outro exemplo citado pelo gerente, são alguns empresários que têm diversos empreendimentos, mas as unidades consumidoras são independentes. “Então, também é possível financiar dentro da sistemática, o outro item financiado que é a geração compartilhada, que se caracteriza pela reunião de consumidores dentro da mesma área de concessão ou permissão, por meio de consórcio de cooperativa composta por uma pessoa física ou jurídica que possui unidade consumidora com micro ou minigeração distribuída em local diferente das unidades consumidoras. Ou seja, eu posso fazer uma cooperativa, adquirir um terreno e montar uma mini ou microgeração de energia distribuída e compensar no consumo de todos os cooperados”, esclareceu.

O Basa também tem outro item financiável que se chama autoconsumo remoto, que caracteriza-se por unidades consumidoras de titularidade de uma mesma pessoa jurídica, incluídas matriz e filiais ou pessoa física que possui unidade consumidora com microgeração ou minigeração distribuída em local diferente, dentro da mesma área de concessão, permissão nas quais a energia excedente será compensada.

Na próxima reportagem o energiasroraima.com.br vai publicar tudo o que o leitor quer saber sobre como fazer o financiamento dos itens listados acima. Desde os percentuais de juros, até o prazo de pagamento e o tempo de carência. Confira!!

Por Nei Costa

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