Na foto, o coordenador do Fórum, Alexandre Henklain, o superintendente do BB, Mário Alcântara e o gerente administrativo do Basa, André Pereira. Foto: Arquivo pessoal/Bruno Perez

Dirigentes do Basa e BB tiram dúvidas sobre financiamentos de painéis solares na rádio 93 FM

Em entrevista ao programa Linha de Frente, da 93 FM, o coordenador do Fórum de Energias Renováveis de Roraima, Alexandre Henklain, o superintendente do Banco do Brasil, Mário Alcântara e o gerente administrativo do Banco da Amazônica (Basa) em Roraima, André Pereira tiraram dúvidas dos ouvintes sobre as linhas de crédito ofertadas pelas instituições financeiras para aquisição de usinas solares. [Confira abaixo vídeo da entrevista].

93 FM

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Posted by 93FM RR on Sunday, February 2, 2020

Os dirigentes garantiram que quem quiser instalar painéis solares em casa vai encontrar programas de crédito vantajosos e com juros baixos.

De forma geral, as duas instituições têm programas parecidos, com juros que variam de 3% a 4,9% ao ano e com prazos para pagamento parecidos.

O dirigente do Banco do Brasil, Mário Alcântara, disse que as pessoas criaram um mito de que instalar energia solar em casa é caro. “Hoje nós temos linhas para todos, sejam empresário, trabalhadores ou produtores rurais”.

Ele explicou, por exemplo, que uma pessoa que financia um investimento de R$ 40 mil, pagará prestações mensais em torno de R$ 550,00. “Nesse caso, o consumidor paga cerca de R$ 1,1 mil de consumo de energia naturalmente. Isso significa que ele terá uma economia imediata de 50%, fora a diminuição de conta de luz, porque ele vai pagar apenas algo em torno de R$ 90 após a instalação dos equipamentos”, esclareceu;

Ele explicou que o crédito é muito fácil. “Temos o Pronaf, que é um crédito rural, que dá três anos de carência e dez anos para pagar, com juros de 3% ao ano. A burocracia é mínima. O interessado nos procura, nós fazemos a análise de crédito e vemos a linha apropriada para ele. Esse é um processo rápido”, destacou.

O gerente do Basa, André Pereira, lembrou que a instituição é um braço do governo federal e busca a melhoria da qualidade vida das famílias. “Temos um papel social importante e podemos oferecer linhas de crédito a juros muito baixos e prazo adequado para que as pessoas não tenham problemas”, disse.

André falou o programa Energia Verde que financia até 80% do investimento, com juros que variam de 4,3% a 4,9% ao ano, com prazo de carência de seis meses e oito anos para pagar.

Ele explicou que o interessado deve procurar a agência para que seja feita a análise cadastral. Os limites estão entre R$ 10 mil e R$ 100 mil com prazos de oito anos e seis meses de carência.

Para empresas, André explicou que há um programa diferenciado que prevê valor mais elevado e o prazo para pagamento se estende para 12 anos, com quatro de carência.

Fórum
O coordenador do Fórum, Alexandre Henklain, explicou que a organização surgiu em 2019 e conta com 21 parceiros que representam conhecimento na área de energia e que produz propostas de políticas públicas referentes a energias renováveis.

Ele fez um balanço das ações, lembrou do leilão realizado ano passado para produção de energia, sobre o linhão de Tucuruí e a respeito da discussão nacional sobre a revisão da Resolução 482, que pode mudar a legislação sobre o assunto.

Henklain também lembrou que ainda esse ano, o governo vai fazer outro leilão para eficiência energética e Roraima será usado como Estado piloto. “O objetivo é reduzir em cerca de 4 megas o consumo de energia. Mas o Fórum vai apresentar proposta para que as metas sejam aumentadas, tanto em valores como em redução de consumo”.

Por Nei Costa

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