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Aneel perde oportunidade de acelerar transição energética na Amazônia. Leilão foi aprovado sem unanimidade.

É a primeira vez após 22 anos, que não há unanimidade entre os diretores da Agência de Energia Elétrica (Aneel) numa votação para edital de leilão.  O fato ocorreu no último dia 23, durante a aprovação do edital n° 3/2021 para o suprimento de sistemas isolados na Amazônia.  A 9° reunião pública da Agência contou com a participação de cinco membros da diretoria aptos a deliberar sobre as decisões, coordenados por André Pepitone, diretor-geral do órgão.

O leilão tem como objetivo contratar energia elétrica e potência para localidades fora do Sistema Interligado Nacional (SIN). O certame vai atender 23 localidades da região norte, entre elas os municípios de Amajari, Pacaraima e Uiramutã, em Roraima.

Desde o início de formatação do edital para o leilão, o Fórum de Energias Renováveis, junto com parceiros, foi atuante e enviou propostas de melhorias técnicas fundamentais para atender as demandas da região e contribuir com o avanço na produção de energia limpa. Durante esta recente audiência não foi diferente, membros do Fórum fizeram mais uma vez solicitações de mudanças e adequações.

Conceição Escobar, representante da Associação de Engenheiros Eletricistas de Roraima, destacou a participação do Fórum de Energias Renováveis e suas contribuições na consulta pública 70/2020. “Reforço a necessidade de limpar a matriz energética da região com soluções sustentáveis no longo prazo, reduzindo a conta de consumo de combustíveis, ou seja, as tarifas para todo o país e ampliando o prazo dos contratos para que as soluções renováveis possam ser um bom caminho”.

Ciro Campos, representante do Instituto Socioambiental, sugeriu alguns aprimoramentos no leilão, como a reabertura no prazo de cadastramento no edital. “Uma solução importante seria permitir que algumas soluções híbridas baseadas em renováveis também utilizassem uma pequena quantidade de diesel, o que seria um fator de economia desse combustível, iria queimar menos diesel e permitir a entrada das renováveis, mesmo que esse diesel seja gradativamente substituído pelo biodiesel, à medida que o mercado seja capaz de fornecer”.

O representante da Volt Robotics e membro do Fórum, Donato Filho, destacou que quando se fala em sistemas isolados, são mais de 250 localidades da Amazônia, onde a eletricidade é feita por meio de geradores a óleo diesel. Isso significa que essas localidades, para ter energia elétrica, estão emitindo CO2 no meio da floresta Amazônica. Toda essa ineficiência e sobrecusto está sendo pago pelos consumidores. “Quando falamos de sobrecusto, a gente vê que as cotas da conta de consumo de combustíveis (CCC) é um item que não para de crescer. A gente está falando este ano de quase 8 bilhões de reais que estão sendo pagos por todos os brasileiros para que haja o subsídio para essa geração ineficiente”.

Para Donato, substituir o óleo por fontes renováveis como a solar, biogás, e biomassa vai eliminar essa logística e reduzirá a CCC ao longo do tempo de forma sustentável. “Quando nós olhamos para esse leilão, ele não atende as 250 localidades, atende somente 23. A nossa proposta é que este leilão já sirva de semente para algo maior, que é uma transição energética em toda a Amazônia tirando o óleo diesel da base da matriz energética”.

Outra proposição do Fórum para melhorias no leilão, foi o aprimoramento no prazo de cadastramento. A portaria 341/2020 do Ministério de Minas e Energia (MME) colocava como prazo para o empreendedor cadastrar a proposta de solução na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no dia 4 de dezembro/2020, mas ocorre que o processo todo de consulta pública tinha previsão para acabar no dia 11 de janeiro. Com base nisso foi editada uma nova portaria onde o prazo passou para o dia 15 de janeiro. “Há um descompasso porque para promover uma solução que seja efetiva os empreendedores tem que fazer investimentos, visitar a localidade, contatar fornecedores, montar um projeto detalhado. É muito difícil alguém viabilizar todos esses investimentos sem conhecer o edital e as condições do leilão, a nossa proposta era de um prazo de 90 dias para que os empreendedores pudessem inscrever os seus projetos na EPE, não faz sentido inscrever os projetos para depois conhecer o edital. O número de soluções renováveis inscrito é muito pequeno porque são soluções tecnológicas mais inovadoras, requerem mais investimentos e sem conhecer o edital elas não aparecem no leilão”, frisou Donato.

Uma outra contribuição ao leilão foi feita por Carlos Augusto Leite Brandão, representante da Associação Brasileira de Armazenamento e Qualidade de Energia (Abaque), que propôs a utilização de sistemas híbridos com as baterias para a região de sistemas isolados. Com benefícios em relação aos custos, continuidade da geração e do fornecimento e pela desoneração de encargos na tarifa. “Nós acreditamos e pleiteamos que exista simplesmente um processo de competição sem nenhum tipo de privilégio para qualquer tipo de fonte, onde se considere todos os quesitos necessários para esse tipo de geração e o resto a própria indústria passa a competir”.

Nessa reunião, a Aneel deliberou sobre o edital do Leilão de Sistemas Isolados-2021. A partir de aproximadamente 2 horas e 21 minutos da reunião iniciaram-se as análises, sustentações orais, considerações e votos dos conselheiros.

As propostas feitas durante a audiência por membros do Fórum de Energias Renováveis e da Abaque, foram levadas em consideração pelos diretores na hora da votação para aprovação do edital, que sugeriram alterações nos próximos leilões abrindo espaço para as soluções híbridas. Sem alterações no edital do leilão n° 3/2021, a diretora da Aneel Elisa Bastos votou pela aprovação. Outros três diretores acompanharam o voto da relatora, foram eles: André Pepitone, Efrain Pereira da Cruz e Helvio Neves Guerra.

Mesmo sendo favorável ao leilão, o diretor Helvio Neves Guerra, salientou que a solução de suprimentos talvez seja uma das formas mais inteligentes de valoração dos atributos das fontes. Destacou que o leilão de Boa Vista (RR) foi o primeiro leilão em que a Aneel utilizou essa forma de contratação. “No leilão de Boa Vista tivemos soluções interessantes híbridas, como por exemplo fotovoltaica e biocombustível. Essas soluções contribuem para a diminuição do uso do óleo diesel e dos custos na região”.

André Pepitone, ressaltou mais uma vez a importância do processo de debate com a sociedade nos processos regulamentares da Aneel.  “A gente sempre vai aprimorando, evoluindo, buscando o equilíbrio nas normativas que são editadas”.

Já o diretor Sandoval de Araújo Feitosa Neto votou contra a aprovação do leilão, por entender que a transição energética deveria ter sido considerada. “O ponto principal seria o poder concedente ter percebido isso, porque se sinalizasse com contratos mais longos nós poderíamos ter viabilizado essas soluções que custariam menos para o bolso do brasileiro, do que uma solução que ainda considere uma parcela, ainda que não seja explicita, mas implícita. Ao exigir contratos mais curtos naturalmente afasta soluções mais baratas a longo prazo. Isso, a meu ver, é um erro. Estamos perdendo a oportunidade de sairmos de dentro da Amazônia com custos mais baratos e de experimentar soluções inovadoras para o sistema interligado. Se houvesse opções eu sugeriria que avaliássemos a possibilidade de alongar os contratos no sentido de viabilizar soluções para o meio ambiente e com custos de manutenção mais baratos”.

O diretor Efrain Pereira da Cruz, frisou que o que aconteceu durante a votação em relação as propostas de abertura para as renováveis, serve de referência para atuação nos próximos leilões da Agência. “Vejamos isso como um ponto de aprimoramento para o futuro, que a gente possa nos próximos leilões já ter endereçado esse ponto, de que verdadeiramente a gente precisa dar um sinal um pouco mais efetivo. Já fica matriculado o ponto de avanço que o próprio Ministério, juntamente com a EPE podem refletir de forma melhor nesse planejamento”.

Após 22 anos não houve unanimidade na votação dos diretores da Aneel em relação a um leilão. O leilão para suprimento de sistemas isolados deve ocorrer no dia 30 de abril deste ano. Os empreendimentos que ganharem o certame devem começar o suprimento para os sistemas isolados em 1º de abril de 2023, o período de suprimento varia de 28 meses a 60 meses, ou 180 meses, dependendo da previsão de interligação. Os períodos de suprimento mais longos foram estabelecidos para a localidade sem previsão de interligação e a depender também da fonte. Até 60 meses para fontes renováveis, e até 180 meses para soluções de suprimento a gás natural.

O leilão prevê atendimento a 23 localidades, em 5 estados (Acre, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima). No total a potência requerida pelos empreendimentos é de 93,7 MW.

O Fórum de Energias Renováveis continua na sua missão de discutir soluções para a geração de uma energia limpa e eficiente, que atenda às necessidades dos sistemas isolados na Amazônia, a qualidade de vida de seus povos e garanta a sustentabilidade da floresta. Buscando soluções inovadoras, criativas e viáveis nas dimensões ambiental, social e econômica.

 

Por: Thamy Dinelli

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Acordos de Cooperação Técnica entre Fórum e UFRR vão ampliar conhecimentos sobre energia solar fotovoltaica no meio acadêmico

Uma parceria entre o Fórum de Energias Renováveis de Roraima e a Universidade Federal de Roraima vai proporcionar aos acadêmicos do curso de engenharia elétrica aprofundar seus conhecimentos sobre as tecnologias fotovoltaicas. Os acordos de cooperação técnica representam uma prioridade na formação de uma nova geração de engenheiros eletricistas qualificada para atuar na área de geração distribuída de energia. Um dos trabalhos será coordenado pela professora doutora, Susset Guerra, e contempla a instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica, no prédio dos laboratórios do Departamento  do curso de Engenharia Elétrica.

Ouça a entrevista:

 

Perfil Susset Guerra

Professora Susset Guerra é formada em Engenharia em Controle e Automação, com mestrado em Automação. Fez doutorado em Engenharia elétrica pela Universidade de São Paulo. Atualmente, Susset é professora do curso de Engenharia Elétrica da UFRR. Suas linhas de pesquisa atuais são os sistemas fotovoltaicos, os sistemas embarcados e a eletrônica de potência aplicados a sistemas de energia e a industriais integrando fontes renováveis.

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Saiu na imprensa

 

Na última segunda-feira ( 21), o portal de notícias Poder  360 publicou uma matéria sobre  a necessidade da transição energética na Amazônia e destacou o trabalho do Fórum de Energias Renováveis de Roraima com intuito de discutir políticas públicas  para propor  mudanças em  busca de energia de qualidade, segura e menos poluente.

Leia a matéria na íntegra aqui.

 


Moradores de comunidades ribeirinhas do arquipélago de Marajó se aproximam do Navio Auxiliar Pará.

“Mais Luz para a Amazônia” dá inicio à obras de instalação de sistemas fotovoltaicos no Pará

Um recente estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) mostrou que 990.103 são os excluídos elétricos na Amazônia Legal, o que corresponde a 3,5% da população local. A falta de acesso à energia elétrica prejudica de diversas formas essas comunidades, que têm dificuldades em receber água de qualidade, não conseguem armazenar os alimentos por muito tempo e são afetadas também no acesso à comunicação e educação.

No ano de 2020 o Governo Federal lançou o Programa Mais Luz para a Amazônia (MLA) com a finalidade de levar acesso à energia elétrica às famílias residentes em regiões remotas da Amazônia Legal, onde não é possível a chegada da energia por meio de extensão de redes convencionais. O objetivo é que o fornecimento da energia elétrica seja por meio da instalação de sistemas de geração solar isolados (off grid) e visa ao desenvolvimento social e econômico das comunidades, que são, em sua maioria, ribeirinhas, indígenas e quilombolas. A chegada da eletricidade irá diminuir a vulnerabilidade social e econômica, fortalecendo o exercício da cidadania, do bem-estar e de outros direitos fundamentais, proporcionado melhoria na qualidade de vida da população.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME) estimasse que 82 mil famílias sejam beneficiadas pelo programa, com previsão orçamentária de R$ 3 bilhões. Em 2020, foi concluída a fase de estruturação do Programa Mais Luz para a Amazônia, com destaque para as seguintes etapas: Designação da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. Eletrobrás como agente operacionalizador do programa (Mar/20); Discussão pública e publicação do Manual de Operacionalização do Programa (Jun/20); Designação da Eletronorte como agente executor do programa no estado do Amapá (Ago/20); Celebração dos termos de compromisso com todos os estados, estabelecendo a meta física do programa para o triênio 2020/2022 (Dez/20).

Ainda de acordo com o MME, na sequência deu-se prosseguimento à fase de implementação do programa, destacando-se o início das obras de instalação de sistemas fotovoltaicos na Reserva Extrativista Renascer, no município de Prainha (PA); e a análise dos projetos para atendimento com sistemas fotovoltaicos da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piranha, no município de Manacapuru (AM), e das comunidades ribeirinhas do Arquipélago do Marajó (PA).

De acordo com o Estudo Estratégico do Mercado de Armazenamento de Energia no Brasil, os programas de universalização de acesso à energia como o Luz para Todos e o Mais Luz para a Amazônia serão importantes instrumentos para impulso da geração renovável off-grid, quando o sistema não é conectado à rede pública e necessita de alguns equipamentos diferenciados para ter autonomia e ser autossustentável com o uso de baterias. O estudo aponta ainda que as soluções energéticas fotovoltaicas mais armazenamento serão fundamentais para o desenvolvimento do conceito da bioeconomia na região Amazônica.

 

Por Thamy Dinelli

Foto: Marcelo Camargo (Agência Brasil)

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Projeto do Sebrae Roraima visa estimular o empreendedorismo inovador e investimentos em energias renováveis

Lançado em 2020, o projeto Ecossistemas de Inovação do Sebrae trata de empreendedorismo com intuito  de fortalecer o mercado de inovação e tecnologia aqui em Boa vista. Para o trabalho, foi feita uma pesquisa para avaliar as potencialidades e vocações econômicas para identificar os setores prioritários de investimentos. Entre as áreas de destaque estão investimentos em energias renováveis. Quem deu detalhes desse projeto foi Fransllyn do Nascimento, analista técnico do Sebrae Roraima.

Ouça a entrevista:

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Baterias são usadas para armazenamento de energias renováveis e podem reduzir oscilações no sistema.

Os sistemas de armazenamento de grande porte têm sido utilizados como recurso para armazenar o excedente de energia solar e eólica e também reduzir oscilações no sistema. De acordo com o portal Ecoa que conversou com especialistas, o uso de baterias integradas a esses sistemas permite que fontes renováveis sejam utilizadas em maior escala, já que tornam possível “estocar” energia em períodos nos quais a produção excede o consumo. Também aumentam a segurança dos sistemas, evitando os prejuízos causados por blecautes e oscilações que poderiam fazê-los colapsar.

O Estudo Estratégico do Mercado de Armazenamento de Energia no Brasil aponta os benefícios que esse sistema nas linhas de transmissão e distribuição pode oferecer:

  • Maior eficiência nas redes: em vez de construir novas linhas ou novas subestações para atender picos temporários de consumo ou de geração, operadores poderão usar armazenamento em pontos estratégicos da rede;
  • Permite a melhora da qualidade de suprimento de energia elétrica. Absorve flutuações de tensão, ou de frequência, contribuindo assim a uma redução de quedas de energia.

Vantagens para o consumidor:

  • Ajuda a gerir o consumo e demanda contratada;
  • Serve como backup de energia;
  • Potencializa os benefícios da geração distribuída;
  • Presta serviços remunerados à rede; desta forma, transformam o consumidor em ‘prossumidor’ proporcionando um importante aumento de sua autonomia energética.

Outra vantagem no uso das baterias é com relação a vida útil potencialmente muito longa (desde que composição química do anodo e catodo seja mantida); é composto por materiais não escassos e em muitos casos não-tóxicos. Mas também precisamos falar das desvantagens como menor densidade energética (comparada com baterias de lítio); não estão livres de O&M; número limitado de fornecedores; falta de histórico em escala industrial.

Pesquisadores ouvidos pela Ecoa argumentam que outros tipos podem ser mais seguros, convenientes e sustentáveis. É o caso, por exemplo, das chamadas baterias de fluxo, baterias de estado sólido e células de hidrogênio. Elas funcionam à base de componentes mais estáveis e, algumas vezes, mais abundantes. Podem ter maior vida útil e apresentar menos riscos ao meio ambiente. Apesar disso, ainda não estão tão avançadas ou disponíveis quanto as baterias de íon-lítio. São tecnologias que ainda requerem maiores desenvolvimentos para ser empregadas junto às fontes de energia renovável.

PRINCIPAIS APLICAÇÕES NO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO

Baterias tem sido usadas em pequenos sistemas isolados há muitos anos, e programas de universalização de energia elétrica como o “Mais Luz para a Amazônia”, impulsionarão esse mercado.

Aplicações Híbridas – Solar + Diesel + Baterias – ganham competitividade, reduzindo custos e as emissões de CO2. Comunidades isoladas e consumidores rurais já aplicam estas soluções como por exemplo em pivôs de irrigação.

No âmbito da chamada de P&D estratégico da ANEEL 21/2016 foi realizado um projeto de microrede com bateria na ilha de Fernando de Noronha, que poderá servir de referência para outros sistemas isolados no Norte do pais.

O Brasil desenvolveu projetos de instalação de sistemas solares remotos para atender comunidades isoladas. O PRODEEM (Programa de Desenvolvimento Energético de Estados e Municípios) instalou mais de 6.200 sistemas para atender as necessidades domésticas de energia elétrica e iluminação pública. Os sistemas contavam com baterias de chumbo-ácido seladas de 12 Vdc. Apesar do elevado número de sistemas, a capacidade instalada de armazenamento não era efetivamente elevada, dado que consistiam de sistemas de pequeno porte.

Outro projeto de universalização do acesso à energia foi o Luz Para Todos (LpT), mas esse previa, na maior parte dos casos, o acesso via expansão da rede de distribuição. Assim, não houve expressiva quantidade de sistemas de geração com armazenamento instalados.

Em fevereiro de 2020 o Governo Federal lançou o programa Mais Luz para a Amazônia (MLpA), que propõe instalar sistemas de geração renovável em comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas. O programa terá vigência até o fim de 2022, podendo ser prorrogado enquanto houver comunidades sem acesso à energia na região. Mais informações sobre o estudo e dados você pode acessar em: https://greener.greener.com.br/estudo-de-armazenamento-energia-2021

 

Por: Ascom Fórum de Energias Renováveis

Imagem: Sonergy  Brasil

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Assentamentos rurais, terras indígenas e unidades de conservação estão entre os territórios sem acesso ao serviço público de energia elétrica na Amazônia.

São 212.791 moradores de assentamentos rurais, 78.388 indígenas, 59.106 habitantes de unidades de conservação (UCs) e 2.555 quilombolas sem acesso à energia elétrica pública na Amazônia Legal. O Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) chegou a estas estimativas por meio de uma metodologia georreferenciada desenvolvida especialmente para acompanhar a evolução do número de pessoas sem acesso à energia elétrica. No total, como divulgado anteriormente, 990.103 são os excluídos elétricos na região, o que corresponde a 3,5% da população local.

Quase metade das pessoas, 409.593, sem energia elétrica vive no Pará. Respectivamente, os municípios com mais cidadãos afetados são: Breves (PA), Portel (PA), Coari (AM) e Curralinho (PA). O Pará também lidera as populações sem energia divididas em três dos quatro grupos citados: 2.234 quilombolas, 23.309 habitantes de unidades de conservação e 107.889 de assentados rurais. No entanto, o estado com maior porcentagem de excluídos elétricos é o Acre, com 10% de sua população no escuro.

O Acre fica em segundo lugar em relação aos moradores de UCs (10.898) e de assentamentos rurais (31.247) no escuro. Já o Amazonas tem a maior população indígena sem acesso público à energia elétrica: 23.897 pessoas. Os dados ressaltam a desigualdade social brasileira. Indígenas, habitantes de UCs como reservas extrativistas, assentados e quilombolas, mais uma vez, estão marginalizados no acesso a um serviço público que deveria ser primordial.

O acesso à energia elétrica é fundamental por diversos motivos: ajuda a conservar vacinas e medicamentos; possibilita o estudo a noite; permite a conservação de alimentos resfriados e o bombeamento de água; é fundamental para se ter acesso à internet e ao telefone; e, além disso, pode fornecer ferramentas para preservar a cultura local, geralmente, única no mundo.

“Em se tratando de estimativas, obviamente este material divulgado pelo IEMA pode ser aperfeiçoado de modo a produzir números ainda mais precisos. De qualquer modo, entendemos que os resultados são suficientemente robustos para definir prioridades e subsidiar a formulação de políticas públicas”, diz André Luis Ferreira, diretor-presidente do IEMA.

 

Por: Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA)

Imagem: divulgação eficiência energética

Eficiência energética: medidas simples podem ajudar a reduzir a conta de energia elétrica.

Mais tempo em casa e mais consumo de energia. Ar condicionado, tv, computador, e outros aparelhos eletrônicos são inimigos na hora da economia, e a consequência é a conta de energia elétrica elevada no final do mês. Porém, medidas simples podem ajudar a reduzir a tarifa final com a prática da eficiência energética que visa otimizar os recursos.

Cristiano Bessa, engenheiro eletricista, informa que a partir de boas práticas no uso da energia é possível melhorar a performance dos equipamentos, dos sistemas e ainda economizar. De acordo com ele existem duas vertentes importantes a serem destacadas: a vertente comportamental e a vertente estrutural relacionada às instalações. “A vertente comportamental diz respeito a maneira com que as pessoas fazem a gestão da energia partindo de ações bem simples como não deixar as luzes acesas sem necessidade, às mais elaboradas como uma empresa na troca do horário de atividades produtivas em virtude de ter uma bandeira tarifária mais cara. Já a vertente estrutural é feita a partir de um diagnóstico das instalações e dos equipamentos, como fazer a substituição dos mesmos quando se tornam obsoletos”, destacou.

Veja abaixo algumas dicas para eficiência energética de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel:

Chuveiro elétrico

  • Tomar banhos mais curtos, de até cinco minutos
  • Selecionar a temperatura morna no verão
  • Verificar as potências no seu chuveiro e calcular o seu consumo

Ar condicionado

  • Não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar condicionado
  • Manter os filtros limpos
  • Diminuir ao máximo o tempo de utilização do aparelho de ar condicionado
  • Colocar cortinas nas janelas que recebem sol direto

Geladeira

  • Só deixar a porta da geladeira aberta o tempo que for necessário
  • Regular a temperatura interna de acordo com o manual de instruções
  • Nunca colocar alimentos quentes dentro da geladeira
  • Deixar espaço para ventilação na parte de trás da geladeira e não utilizá-la para secar panos
  • Não forrar as prateleiras
  • Descongelar a geladeira e verificar as borrachas de vedação regularmente

Iluminação

  • Utilizar iluminação natural ou lâmpadas econômicas e apagar a luz ao sair de um cômodo; pintar o ambiente com cores claras

Ferro de passar

  • Juntar roupas para passar de uma só vez
  • Separar as roupas por tipo e começar por aquelas que exigem menor temperatura
  • Nunca deixe o ferro ligado enquanto faz outra coisa

Aparelhos em stand-by

  • Retirar os aparelhos da tomada quando possível ou durante longas ausências

 

Por: Ascom Fórum de Energias Renováveis