30-06

Estudo do IDEC reforça importância da energia segura em comunidades remotas

Neste episódio do podcast Iluminando as ideias, o analista de Energia e Sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Arthur Baiochi, fala sobre o estudo que apresenta as reais necessidades de quem vive em regiões remotas da Amazônia Legal e sofre para ter acesso à energia, além da participação do poder público na consolidação de políticas públicas efetivas para atender esse público.

 

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27-05

Consulta Pública realizada pelo MME abre espaço para mudanças nas diretrizes dos leilões para os Sistemas Isolados

O convidado desta edição do podcast “Iluminando as Ideias” é o doutor em Política Energética, Osvaldo Soliano. Ele comenta as principais contribuições feitas à Consulta Pública sobre os leilões para os Sistemas Isolados, promovida pelo Ministério de Minas e Energia.

 

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Diversificação da matriz energética de Roraima

Neste episódio, a presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas de Roraima (ABEER) e integrante do Fórum de Energias Renováveis, Conceição Escobar, trouxe informações atualizadas sobre a ampliação da geração de energia e dos avanços na diversificação da matriz energética de Roraima com o início da operação das usinas vencedores do leilão realizado em 2019.

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CEAMAZON é referência em pesquisas de Eficiência energética na região Norte

Criado por meio de uma iniciativa de professores e pesquisadores da Universidade Federal do Pará, o Centro de Excelência em Eficiência Energética da Amazônia (Ceamazon) trabalha com propostas inovadoras para o uso racional e eficiente de energia na Amazônia, além de promover o desenvolvimento de pesquisas multidisciplinares.

“Aqui no Ceamazon nós trabalhamos tanto com fontes alternativas, quanto com o impacto direto no uso final. Fazer eficiência energética é produzir mais e consumir menos. Então você tem condições de disponibilizar mais produtos, usando menos energia, gastando menos e impactando menos o meio ambiente”, comentou a coordenadora do Centro, professora doutora Maria Emília Tostes.

Desde sua implantação, o Ceamazon desenvolveu alguns projetos, como o ônibus elétrico. Um sistema de gestão baseado em smart city está em desenvolvimento na Universidade Federal do Pará, assim como o projeto de um catamarã elétrico, que deve circular pela orla da instituição.

 

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Fórum de Energias Renováveis, iCS e Iepé realizam visita técnica a comunidades indígenas

Desde 2021, o Fórum de Energias Renováveis de Roraima, em parceria com o Instituto Clima e Sociedade e o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena, elabora projeto para proporcionar energia elétrica e internet de qualidade às comunidades Samaúma e Makará, na Terra Indígena Trombetas-Mapuera, no município de Caroebe. Neste mês, integrantes das três instituições realizaram uma visita técnica às localidades.

Para o tuxaua da comunidade Makará, Adailton Sayrá, a chegada da energia de qualidade será importante para a conservação dos alimentos e para as ações de saúde e educação. “Vai mudar a realidade da comunidade, de poder ter festa à noite, ter culto à noite e poder ter escola à noite também. Isso vai mudar a vida do povo Wai-Wai, da comunidade”, afirmou.

A iniciativa é elaborada em sintonia com o Plano de Gestão Territorial e Ambiental da Terra Indígena Trombetas-Mapuera, construído desde 2017 pelo Iepé. “O PGTA é uma forma de eles observarem como eles consideram viver bem nessa terra. (…) O foco desse viver bem é justamente garantir que os recursos naturais sejam acessíveis para eles e que as próximas gerações também tenham acesso. É pensar na caça, na pesca, onde eles podem abrir novas roças…”, comentou o assessor indigenista do Iepé, Renan Reis.

A coordenadora da Iniciativa Energia e Amazônia do iCS, Amanda Ohara, também visitou as comunidades Makará e Samaúma, conhecendo de perto a realidade dos indígenas. “É fundamental para quem atua e pretende apoiar projetos na região conhecer a realidade local. Foi muito importante poder ver isso de perto e perceber a falta que a energia faz. O acesso à água, desenvolver artesanato, o acesso à comunicação e à internet depende de energia”, observou.

 

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Fórum e ISA preparam e-book sobre a construção da Usina Hidrelétrica do Bem Querer

Nesta edição do nosso podcast, o assunto foi a elaboração do livro digital, que tem como base a produção jornalística do Fórum de Energias Renováveis de Roraima em torno do projeto de Construção da Usina Hidrelétrica  do Bem Querer. O material está sendo elaborado pelo consultor contratado pelo Instituto Socioambiental (ISA), Pedro Bara. Ele deu detalhes das etapas, análise de conteúdo, bem como, o prazo de conclusão do e-book.

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Projetos de pesquisa desenvolvidos no IFRR focam em energias renováveis

Há quase dez anos, o Instituto Federal de Roraima (IFRR) lança anualmente um edital de pesquisa aplicada com foco em energias renováveis, principalmente em três grandes eixos: biomassa, solar e eólica.

“Iniciamos em 2014 e cada projeto tinha um valor de R$ 25 mil, que nós disponibilizamos para os nossos servidores para desenvolver pesquisas. Por questões orçamentárias, diminuímos a quantidade de projetos contemplados, mas aumentamos um pouco o valor da bolsa. Em 2021, aprovamos um projeto, no valor de R$ 30 mil”, explicou o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IFRR, professor doutor Romildo Nicolau Alves.

Alguns dos projetos desenvolvidos têm focado em resíduos orgânicos e vegetais, que têm grande potencial para a produção de energia. No último edital, foi contemplado um projeto, proposto por um professor do campus Amajari, para a construção de uma microusina para produção de energia a partir da biomassa. Em 2020, foi contemplado um projeto, desenvolvido no campus Novo Paraíso, de sistema integrado que envolve a produção de suínos acoplada a biodigestores, transformando a matéria orgânica em gás.

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Estudo de impacto ambiental para construção da UHE Bem Querer deve ser finalizado em 2023

Em andamento desde 2018, o Estudo de Impacto Ambiental do projeto de construção da Usina Hidrelétrica Bem Querer, localizada em Caracaraí, está previsto para ser finalizado em 2023. Desenvolvido pelo consórcio Walm-Biota, o estudo avalia os impactos potenciais da usina e propõe medidas e programas socioambientais que possam evitar, reduzir ou compensar impactos negativos e intensificar impactos positivos.

“Essa etapa de estudos é longa. Iniciamos em 2018 e fizemos as primeiras reuniões de abertura, informando toda a sociedade sobre o início desses estudos e, na época, nós tínhamos uma previsão de finalização desses estudos em 2021. Por conta da pandemia e das restrições que foram impostas, nós suspendemos grande parte das atividades, principalmente aquelas que envolviam contato com o público”, explicou a consultora técnica da Superintendência de Meio Ambiente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mariana Pinheiro.

“Com isso, a gente precisou parar, programar e planejar as atividades novamente. A nossa previsão atual de encerramento  dos estudos é em 2023. Então hoje as equipes do Consórcio Walm-Biota estão concluindo a etapa de diagnóstico, que é o levantamento das informações, e nós conseguimos concluir toda a parte de levantamento de informações relacionadas a flora, fauna”, completou.

Retomada do cadastro socioeconômico

Após dois anos de atividades suspensas, também devido à pandemia, serão retomadas as atividades do Cadastro Socioeconômico da UHE Bem Querer. A partir deste mês, as equipes do estudo da UHE Bem Querer estarão percorrendo os municípios de Caracaraí, Bonfim, Iracema, Mucajaí, Cantá e Boa Vista para dar continuidade às entrevistas.

O cadastro econômico é uma ferramenta que pretende conhecer o perfil socioeconômico da população que poderá ser atingida caso a UHE Bem Querer seja construída. “Pensar em medidas e programas eficazes que dêem conta desses impactos”, afirmou a consultora técnica da EPE.

Para acompanhar o andamento dos trabalhos de estudo da UHE Bem Querer, acesse o site UHE Bem Querer. “Temos uma ferramenta interativa que você pode entrar, conhecer o mapa, conhecer onde é que estão previstas as estruturas da usina, o reservatório e conhecer a história do planejamento do empreendimento desse projeto”, finalizou Mariana.

 

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IluminandoAsIdeias

Diretor da Revolusolar compartilha experiências da instalação de energia solar em favelas do Rio de Janeiro

Criada em 2015 com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável de comunidades de baixa renda através da energia solar, a associação sem fins lucrativos Revolusolar já tem muito o que comemorar.

“A gente vem fazendo isso desde 2015 em duas comunidades no Rio [de Janeiro]. De forma pequena, já fizemos duas instalações em comércios na comunidade e em uma escola. Também criamos uma metodologia que a gente chama de ‘ciclo solar’, que une, além da instalação de energia solar, também a formação profissional de moradores como instaladores e um pilar educacional para a comunidade se desenvolver e engajar como um todo no projeto, assumindo protagonismo e autonomia”, explicou o diretor-executivo da Revolusolar, Eduardo Ávila.

Para desenvolver o projeto, o primeiro passo foi resolver a questão regulatória e depois a parte técnica. “A gente tinha instalado sistemas de energia solar individuais, de geração local em cada comércio, em casa, em escola. Só que a gente percebeu que tem um limite para se replicar esse modelo”, comentou.

Ele explicou ainda que um dos motivos do limite de instalar as placas fotovoltaicas nas casas dos moradores na comunidade é a infraestrutura. “A estrutura das casas, às vezes, é fraca e a gente tem que fazer reforço estrutural para aguentar as placas que são pesadas. Muitas têm barreiras de sombra. Então, ao fazer uma grande instalação compartilhada, a gente aproveita um bom telhado, com uma boa infraestrutura, com um bom Sol”.

Repercussão nas comunidades

Cada vez mais cara, a conta de luz é um peso para a população de baixa renda, e a geração de energia a partir de placas fotovoltaicas pode ser uma solução para baratear as contas. “É uma repercussão muito positiva. Estavam todos, principalmente os de baixa renda, ansiosos por uma solução no campo energético [que barateasse a conta], porque a energia está ficando cada vez mais cara. Nos últimos sete anos, a conta de luz aumentou mais que o dobro da inflação”, finalizou Eduardo Ávila, revelando a preocupação da comunidade com os alto valores cobrados pela energia.

 

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PODCAST| Políticas energéticas devem ser prioridade em 2022

O ano que se inicia será marcado pelas Eleições Gerais, e um dos temas que devem ser tratados como prioridade pelos candidatos é a energia. Para o coordenador do Fórum de Energias Renováveis de Roraima, Alexandre Henklain, o Brasil precisa tomar uma decisão pela transição energética para as renováveis.

“Os candidatos têm diante de si uma oportunidade de repensar políticas energéticas para o País e para os Estados. Esse precisa ser o ano da inflexão, em que realmente vamos ter uma elevação da consciência na classe política, para que se entenda, do ponto de vista ambiental, social e econômico, que as renováveis são a solução”, afirmou Henklain no podcast do Fórum de Energias Renováveis.

 

Marco Legal da GD

Sancionado no início do ano, o Marco Legal da Geração Distribuída impulsionará investimentos em energias renováveis, com garantia de segurança jurídica. “2022 será um ano extremamente importante, de transição para as novas regras. E quem investir em geração distribuída neste ano ainda gozará do benefício da compensação integral dos créditos de energia injetada”, comentou o coordenador do Fórum.

 

Projeto Samaúma

Visando proporcionar uma solução de alto nível aos problemas enfrentados pelos moradores da vila Samaúma, na Terra Indígena Trombetas-Mapuera, em Caroebe, o Projeto Samaúma também é prioridade para este ano e está em fase de captação de recursos para implementação.

“É um projeto inovador na questão de tecnologia, de gestão e da qualificação da mão de obra indígena (…) Nós queremos, de fato, fazer um atendimento muito mais abrangente, um atendimento pleno às necessidades das comunidades”, garantiu Alexandre Henklain.

 

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