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Primeira telha solar desenvolvida no Brasil aprovada pelo Inmetro

Eternit apresentou a primeira telha solar fotovoltaica desenvolvida no Brasil já aprovada pela Inmetro.

A Eternit Solar permite a captação da energia solar, transformando-a em energia elétrica, foi apresentada durante a Intersolar South América, a maior feira da América Latina que se realizou em agosto do ano passado em São Paulo.

A Eternit foi fundada há 80 anos, e vem acompanhando as tendências mundiais da tecnologia sustentável.

Luís Augusto Barbosa, presidente da Eternit, disse que a empresa está desenvolvendo o processo industrial para fabricação em larga escala desta que é a primeira geração de telhas fotovoltaicas a passar nos testes de certificação do Inmetro.

Para ele, o feito representa um momento importante para a companhia. “Trabalhamos nesse projeto ao longo de um ano e agora estamos apresentando ao mercado de construção civil o primeiro modelo aprovado feito em concreto, com várias opções de cores e de acabamentos, e células fotovoltaicas integradas no material. Temos também outra linha, essa em fase final de desenvolvimento para futura homologação, utilizando telhas de fibrocimento. Em breve, os produtos estarão disponíveis para os consumidores”, afirmou Luis Agusto.

O responsável pela área de Desenvolvimento de Novos Negócios, Luís António Lopes, disse que parte dos componentes das telhas fotovoltaicas já estão disponíveis no mercado, como as células e os inversores.

 

“A grande novidade das telhas solares Eternit é o fato de o conjunto das células fotovoltaicas de silício ser aplicado diretamente no cimento”, disse.

“O que existe hoje em larga escala são placas fotovoltaicas cujos modelos precisam ser instalados em cima dos telhados. A nova telha fotovoltaica tem enorme potencial para se tornar um dos grandes negócios do Grupo Eternit por ser um produto de alto valor agregado, de fácil instalação, seguro e mais barato do que as soluções atuais. Além disso, capaz de gerar a energia elétrica necessária para residências e outros locais comerciais e industriais de maneira competitiva em performance e eficiência, a partir de um modelo esteticamente avançado”, disse o responsável pela área de Desenvolvimento de Novos Negócios.

Mensalmente uma só telha pode produzir até 1.15kWh. Rodrigo Inácio, diretor comercial do Grupo Eternit, estima que esta tecnologia possa permitir ao consumidor uma poupança entre 10% a 20% no custo total da compra e da instalação de telhas fotovoltaicas quando comparado com o custo total de painéis solares já montados.

O tempo de recuperação do investimento é mais curto que o sistema de painéis solares. Assim o investimento é retornado em 3 a 5 anos, consoante o sistema instalado.

Para uma habitação comum, o número de telhas necessário, depende da quantidade de energia que se pretenda produzir, da localização, inclinação e orientação relativamente ao sol, entre outros fatores.

Como exemplo, uma habitação pequena pode ter entre 100 a 150 telhas fotovoltaicas, enquanto que maiores podem ter entre 300 a 600, sendo o resto do telhado preenchido com telhas comuns, complementadas com acabamentos como cumeeiras, laterais, espigões do mesmo modelo e material com encaixas perfeitos.

O Diretor Comercial comentou ainda a aposta neste segmento de mercado. “A Eternit entende que, ao integrar a geração fotovoltaica a suas telhas, alia inovação e sustentabilidade em um novo produto, e dá um passo importante em um mercado de consumo cada vez mais consciente. O potencial de mercado se traduz nos números”, pois só em 2018 foram instalados e ligados à rede mais de 35 mil sistemas fotovoltaicos e nesta primeira metade de 2019 foram já instalados 32 mil sistemas fotovoltaicos.

Fonte Portal Energia

Por Nei Costa

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Roraima oferece várias vantagens para quem quer produzir energia solar

O estado de Roraima é um dos que mais oferece vantagens quando o assunto é a instalação de sistema de geração de energia solar em sua casa, comércio ou propriedade rural.

A região oferece uma grande incidência solar durante todos os meses do ano e em alguns deles chega a ser mais eficiente que quase todas as outras unidades da federação.

Mesmo com tantas vantagens, o crescimento do setor ainda não é grande, mas especialistas esperam que Roraima passe a ser um grande produtor de energias alternativas, principalmente a solar em curto espaço de tempo.

Especialistas que atuam em parceria com o Fórum de Energias Renováveis de Roraima acreditam que ainda esse ano muitas pessoas devem aderir e implantar sistemas de produção de energia solar em suas próprias casas.

Os engenheiros elétricos Cristiano Bessa e Conceição Escobar, que atuam em parceria com o Fórum, acreditam que a produção de energia solar em Roraima vai crescer muito no Brasil e em Roraima, principalmente.

Eles informam que o uso da energia solar fotovoltaica no Brasil tem crescido nos últimos tempos. De acordo com um levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), feito em 2019, o uso da energia solar aumentou em 161% no país.

Dentre os motivos para essa transição, está a redução nos valores das contas de energia elétrica e a prevenção do meio ambiente. Cristiano cita como exemplo o parque de produção de energia solar implantando no Teatro Municipal de Boa Vista. “Somente essa usina, como exemplo, vai tirar da atmosfera um total de CO2 que seria o mesmo que plantar milhares de árvores em uma área da cidade”.

Contudo, existem outros fatores vantajosos que influenciam cada vez mais no uso desse tipo de energia. Confira abaixo:

– Ajuda a preservar o meio ambiente, ainda mais diante de uma diminuição do uso das fontes convencionais (energia hidráulica, gás natural, carvão mineral, derivados do petróleo, energia nuclear);

– Reduz a emissão de gases que geram o efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2);

– Reduz em cerca de 90% as contas de energia elétrica;

– Pode ser instalado em casas, comércios e indústrias;

– A instalação pode ser em telhados, fachadas, no solo e na água;

– O tempo de retorno do investimento na forma de economia na conta de luz é, em média de cinco anos;

– O sistema possui baixa manutenção, basta fazer uma limpeza duas ou três vezes ao ano;

–  A quantidade de módulos pode variar, de acordo com o tamanho do empreendimento, que pode ser uma padaria, pousada, academia ou mesmo indústrias de grande porte, por exemplo;

– O equipamento instalado dura até 25 anos;

– Gera emprego e renda.

Por Nei Costa

Foto – PMBV

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Curso de engenharia elétrica da UFRR vai desenvolver projeto de pesquisa sobre energia solar

O Fórum de Energias Renováveis de Roraima conta com o apoio dos professores do curso de engenharia elétrica da Universidade Federal de Roraima. Em entrevista, a professora Josiane do Couto, doutora em telecomunicações, disse que uma das metas dos docentes do curso é desenvolver projetos de pesquisa na área de energia fotovoltaica.

Ouça a entrevista:

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Sistema de energia solar off grid pode ser a solução para muitos no interior do Estado

Roraima é um estado que tem suas peculiaridades e isso também ocorre quando o assunto é a instalação de sistemas de energias em locais remotos, como fazendas, sítios ou chácaras e também nas comunidades indígenas, já que muitas ainda não estão ligadas a nenhum sistema elétrico.

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre a energia solar off grid na hora de escolher o sistema fotovoltaico ideal para o seu imóvel. Por isso, é fundamental saber a diferença entre os sistemas on grid e off grid, seus prós e contras, e como funcionam.

O Fórum de Energias Renováveis de Roraima vem trabalhando para esclarecer todas as dúvidas que as pessoas têm e procurou, por meio de informações simples e de fácil entendimento mostrar quais as vantagens e desvantagens desse sistema.

A professora do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Roraima e uma das parceiras do Fórum, Josiane Rodrigues, informou que os sistemas off grid, que são sistemas não conectados às redes de energia elétrica convencionais, são muito importantes para comunidades isoladas e para o agronegócio também.

“Durante o período do dia com alta irradiação solar, tal sistema carrega baterias ligadas a ele. No período sem irradiação solar, período noturno por exemplo, as baterias descarregam a energia nelas armazenadas. Dessa forma, áreas que não são cobertas pelo sistema de distribuição de energia elétrica podem ter energia constantemente”, esclareceu a professora.

Josiane lembrou que em Roraima, por exemplo, existem mais de 450 comunidades isoladas, segundo informações do ISA (Instituto Sócio Ambiental). Entre comunidades indígenas e extrativistas que podem ser beneficiadas com a implantação dos equipamentos.

É importante saber que para produzir energia limpa e renovável é necessário reunir todas as informações e estudar as possibilidades que variam de acordo com a necessidade de cada um, seja em sua residência, estabelecimento comercial, indústria ou empreendimento rural.

O que é Energia Solar Off Grid?

A energia solar off grid, também conhecida como sistema isolado, ou sistema autônomo, tem como principal característica o “autossustento” por meio de baterias. O sistema não é conectado à rede elétrica, armazenando a energia solar excedente em baterias para ser utilizada quando não houver produção.

Como funciona o sistema de energia isolado off grid?

Por tratar-se de um sistema autônomo, o funcionamento ocorre à parte da rede elétrica. O sistema abastece os aparelhos domésticos e eletrônicos que utilizarão a energia de forma direta. Essa opção é utilizada em locais remotos, visto que, para muitos, é a maneira mais econômica e simples de gerar energia elétrica por conta de dificuldades na região.

O sistema off grid tem seu funcionamento igual ao sistema on grid, sendo aproveitado em atividades do dia a dia como bombeamento de água, iluminação, eletrificação de cercas e muito mais. A energia solar, por ser armazenada em baterias, pode ser utilizada em dias chuvosos, nublados e durante a noite.

A operação de um sistema off grid ocorre com o mesmo padrão de captação da luz do sol para a conversão de energia solar em energia elétrica, utilizando equipamentos como painéis solares, inversor solar, controlador de carga e baterias.

Vantagens do sistema fotovoltaico off grid

Para entender um sistema fotovoltaico off grid, é necessário saber que existem diferentes vantagens entre um sistema de pequeno e de grande porte. Os de pequeno porte são caracterizados pela geração de energia em menor escala, porém ainda independentes da energia elétrica convencional, conectada à rede.

Dessa forma, a pessoa que se utiliza de um sistema off grid vai contribuir com a diminuição do consumo de combustíveis fósseis, vai aumentar a disponibilidade de energia e vai reduzir custos.

Já os sistemas fotovoltaicos off grid de grande porte, vão possibilitar menor dependência de combustíveis fósseis, a diminuição de custos com transporte de combustíveis, diminuir os índices de emissão de gás carbônico e vão reduzir o risco de acidentes.

Desvantagens do sistema solar off grid

Por outro lado, existem algumas desvantagens no sistema de energia solar off grid que devem ser consideradas no momento de escolha do projeto, como o custo mais elevado em relação ao sistema on grid, por apresentar menor eficiência energética e por causar impactos ao meio ambiente por ser dependente de baterias.

Diferenças entre os sistemas

Existe uma diferença básica entre os dois tipos de sistemas fotovoltaicos e seus funcionamentos. Desta forma, pode-se diferenciar o sistema solar off grid e on grid através de uma simples comparação entre os fluxos de operação, uma vez que um dos dois possui ligação com a rede elétrica de distribuição e o outro não.

Sistema solar off grid é um sistema fotovoltaico isolado e autônomo, ou seja, não é conectado à rede e funciona por meio do abastecimento de baterias.

Já o sistema solar on grid: Trata-se de um sistema conectado à rede, permitindo que a energia gerada seja utilizada tanto para consumo local quanto em outro ponto da rede elétrica.

Por Nei Costa

Teresa inaugura usina solar no Teatro Municipal que vai gerar economia de quase R$ 1 milhão por ano

O Teatro Municipal de Boa Vista é o primeiro do Brasil abastecido com energia solar. Nesta segunda-feira, 27, a prefeita Teresa Surita inaugurou a usina que vai gerar por mês uma média 140MWh (Megawatt-hora), suficiente para atender a demanda de energia do teatro, exceto demanda contratada/ shows particulares.

A usina vai garantir uma economia R$ 80 mil por mês na conta de energia, ou seja, quase R$ 1 milhão por ano. Foram instalados no estacionamento do teatro 2.880 painéis fotovoltaicos com capacidade total de 1.000 kW.

A energia gerada é consumida internamente e o excedente vai para a rede elétrica, retornando à noite ou nos horários em que não há sol. O excedente será utilizado para reduzir os gastos de energia elétrica de outros prédios públicos do município.

“Essa usina vai gerar o suficiente para atender a demanda do teatro. Ela vai se pagar em cinco anos e, a garantia dela é de 25 anos. Foi uma obra feita com recursos próprios, custou R$ 4,9 milhões. É o único teatro que eu conheço que tem um estacionamento com energia solar. Sem dúvida vai fazer com que essa modernidade traga uma outra condição para a nossa cidade, tanto na questão da economia como na questão da energia limpa que é tão importante nos dias de hoje em relação a poluição”, disse a prefeita.

Após cinco anos de utilização, todo o investimento terá sido pago com a economia gerada nas contas. Após isso, a prefeitura terá ainda garantia de mais 20 anos de retorno do investimento, diminuindo os gastos públicos com energia elétrica.

Além da economia, investimento traz benefícios ao meio ambiente

Com o consumo de energia não poluente, deixarão de ser lançados na atmosfera mais de 93 mil kg de gás carbônico (CO2) por ano. Para se ter uma ideia, para retirar do meio ambiente essa quantidade de CO2, seriam necessárias 75 mil árvores.

Boa Vista conta hoje com seis usinas solares

Terminal Canuto Chaves, Mercado São Francisco (envia excedente para o Hospital da Criança), Palácio 9 de Julho, Secretaria de Serviços, Públicos e Meio Ambiente (abastece os abrigos comuns de ônibus), 72 abrigos de ônibus climatizados, Comunidade Indígena Darora – já interligada à rede.

Fonte – Semuc
Fotos – Semuc

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OCB vai incentivar a criação de cooperativas de energia solar em Roraima

A produção de energia solar em Roraima vai ganhar um grande impulso nos próximos meses. É que a Organização das Cooperativas Brasileiras já está em fase final de estudos para a criação da primeira cooperativa de energia fotovoltaica do Estado.

A informação é da superintendente da OCB/RR, Jucélia Rodrigues. Ela explica que a partir da Resolução 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), todo e qualquer consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica utilizando fontes renováveis, consumir e injetar (armazenar) na rede de distribuição, reduzindo assim sua fatura de energia. A energia injetada e não consumida fica como crédito, por até cinco anos, para consumo futuro. Este modelo é chamado de micro e minigeração distribuída.

Jucéilia esclarece que em 2015, a ANEEL realizou uma audiência pública para revisar a norma, da qual participou a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). “Como resultado, tivemos a ampliação das possibilidades de geração e compensação de energia, possibilitando abater o consumo de unidades consumidoras do mesmo titular situadas em outro local, na modalidade ‘autoconsumo remoto’. Além disso, o modelo de ‘geração compartilhada’, permite a união de diversos interessados em cooperativas para a geração de energia. Tal mecanismo possibilitou que consumidores comuns, entre eles os que não tinham área para instalar os equipamentos de geração de energia como moradores de edifícios ou os que não possuem imóvel próprio, pudessem cooperar para produzir sua própria energia”, explicou a superintendente.

Ela lembra que foi assim que o cooperativismo chegou à geração distribuída, com o papel de possibilitar que, realmente, todo o consumidor possa gerar sua própria energia, mesmo sem telhado ou imóvel próprio. Tudo, na perspectiva de economia de escala.

A dirigente disse que uma cooperativa precisa de, no mínimo, 20 pessoas para ser constituída. Quando estiver formado o grupo, as pessoas devem procurar a unidade do Sistema OCB do seu estado para saber se ele está alinhado aos princípios cooperativistas e se existem outras cooperativas fazendo a mesma coisa. “Quem sabe não vale a pena se unir a elas para construir algo ainda maior?”

Antes de abrir qualquer negócio, continua Jucélia, é fundamental fazer um estudo de viabilidade econômica e social. Estudos iniciais que vão desde a análise das contas de energia elétrica dos interessados, dimensionamento da quantidade de energia a ser gerada e escolha do local mais apropriado para a instalação dos equipamentos de geração (usina de energia). “Qual é a expectativa? Quais os custos envolvidos? De onde virá o dinheiro para montar a cooperativa? Todas essas perguntas precisam ser respondidas”.

Definido o plano de negócios, o grupo de fundadores deve elaborar uma proposta de estatuto para a cooperativa. Este documento deve conter as informações básicas como o endereço da sede, a distribuição das cotas, a política de entrada e de saída dos cooperados, as regras de eleição da diretoria. “E como estamos falando de cooperativismo, a proposta deve ser votada e aprovada pela maioria”.

FUNDAÇÃO DA COOPERATIVA

Este é um momento muito importante na estruturação da cooperativa: a convocação da Assembleia Geral de Constituição que irá formalizar sua fundação. Nela, serão eleitos os dirigentes e os integrantes do conselho fiscal. Também serão definidos o prazo dos mandatos e o valor do capital social, entre outros assuntos fundamentais, como a redação da ata de constituição.

Vale ressaltar que todos os fundadores da cooperativa precisam estar presentes e assinar a ata da Assembleia Geral de Constituição da cooperativa.

FORMALIZANDO A COOPERATIVA

Após a Assembleia de Constituição, sua cooperativa já existe, mas ainda não está autorizada a atuar no mercado. Para isso, você precisará, inicialmente, de três registros: um junto à Receita Federal e outro obtido na Junta Comercial do seu município.

É o famoso CNPJ, exigido por lei de toda Pessoa Jurídica, além disso, é necessário o registro na OCB. No caso das cooperativas, esse registro depende da entrega dos documentos descritos na página ao lado.

HORA DE TRABALHAR

“Depois desse processo chega a hora de colocar em prática tudo o que foi planejado e seguindo direitinho o plano de negócios, com base em uma gestão profissional e competente, sua cooperativa vai gerar benefícios econômicos para os cooperados, melhorando a vida de toda a comunidade. Afinal, cooperativismo é isso: a união de pessoas em busca de um mundo mais justo, feliz e com melhores oportunidades para todos”, esclareceu a superintendente..

PARA A JUNTA COMERCIAL

Jucélia informa que quatro vias da Ata de Assembleia Geral de Constituição e do Estatuto. Todas as páginas são rubricadas por todos os associados fundadores. “O Sistema OCB recomenda que você consulte a Junta Comercial do seu estado para saber que outros documentos serão necessários. É possível verificar, ainda, a relação de documentos através de consulta à Instrução Normativa 10, Anexo IV do Departamento de Registro Empresarial e Integração, uma espécie de manual orientativo do registro de atos nas Juntas Comerciais”.

E COMO FUNCIONA UMA COOPERATIVA DE GERAÇÃO DISTRIBUÍDA?

O consumidor cooperado é livre para investir o que for conveniente em geração na cooperativa em função da sua capacidade de investimento e do benefício desejado (redução da conta de energia).

O projeto de geração e a cooperativa devem ser cadastrados junto à concessionária de distribuição de energia. Neste ato, são informados à distribuidora os percentuais de energia que cada cooperado terá direito. A partir da efetiva conexão da central geradora à rede de distribuição, a energia gerada é contabilizada pela concessionária e compensada nas contas de cada um dos cooperados.

É POSSÍVEL ZERAR MINHA CONTA DE ENERGIA?

A redução na conta de energia (conta de luz) se dará na componente tarifa de energia, que por sua vez, reduzirá proporcionalmente os impostos da conta de luz. A maioria dos estados brasileiros também possui isenção dos impostos PIS, COFINS e ICMS sobre a energia gerada. Deste modo, sua conta de energia pode ser reduzida em até 80%, mas será necessário pagar um mínimo de conta de luz para remunerar o serviço de distribuição, taxa conhecida como custo de disponibilidade.

QUAIS OS BENEFÍCIOS DE GERAR SUA PRÓPRIA ENERGIA?

Redução de gastos com energia elétrica.

Embora inicialmente seja necessário um desembolso maior para a instalação da usina, os custos de manutenção e a vida útil dos equipamentos (20 anos, em média) conferem a este investimento um retorno do capital investido de seis a oito anos, em média, ou seja, após este período, a energia terá custo próximo a zero dependendo do arranjo de produção.

Maior controle sobre a conta de luz

O serviço de distribuição de energia sofre reajustes tarifários anuais e pode ser impactado por eventos os quais não há controle, como estiagens prolongadas que diminuem a capacidade de produção de energia elétrica de fonte hidráulica mais barata, o que torna a produção de energia muito mais cara pelo uso de usinas térmicas. Tal situação deu origem às bandeiras tarifárias amarela e vermelha. A energia produzida em sua cooperativa, por sua vez, não sofre tais reajustes.

Menor impacto ambiental

Entre as principais tecnologias para a produção de energia distribuída estão a fotovoltaica, eólica e biogás, todas, quando utilizadas no lugar de usinas termelétricas movidas a combustíveis fósseis, contribuem para a redução das emissões dos gases de efeito estufa, para a suspensão de particulados (fumaça) e para a melhoria da diversidade e segurança na matriz energética brasileira, conferindo efeitos positivos na mitigação do aquecimento global.

Júcelia Rodrigues conclui informando que as pessoas e empresas criam cooperativas porque assim atingem metas comuns mais facilmente, sem abandonar a sua própria independência. “O cooperativismo é uma forma democrática de negócio. Todos os membros têm basicamente os mesmos direitos e obrigações e cooperam como parceiros igualitários. A entrada ou saída é feita sem burocracia, ao valor nominal, sem cartório ou avaliação da empresa/negócio e, portanto, sem nenhum custo adicional. O cooperativismo tem entre os benefícios, a justa distribuição dos benefícios econômicos da atividade”.

Por Nei Costa

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A isenção no pagamento da energia elétrica e os reflexos no setor

Em meio à pandemia de Covid-19, muitos serviços tiveram que se adaptar às mudanças, o que tem reflexos diretos na economia. Um desses setores é o de fornecimento de energia elétrica, no que se refere ao pagamento que compete aos consumidores pelo serviço prestado. Com as medidas de combate ao Coronavírus e a orientação de distanciamento social, muitos trabalhadores foram suspensos de suas ocupações no setor formal ou informal, ou estão trabalhando em casa.

Para os que tiveram contratos suspensos ou foram demitidos a preocupação que fica agora é: como manter as contas em dia?

Para minimizar os impactos, o Governo Federal estabeleceu algumas ações emergenciais para ajudar a população a passar pela crise pandêmica, sem afetar o fornecimento feito pelas concessionárias de energia. Uma delas foi a isenção do pagamento de energia elétrica para famílias de baixa renda, no período de 1º de abril até 30 de junho de 2020. A medida provisória nº 950/ 2020 determina que a população de baixa renda com consumo mensal de energia elétrica igual ou inferior a 220 quilowatts-hora (kWh), tenha direito ao benefício.

Mas para ter direito os consumidores precisam ser beneficiários do Tarifa Social, que é um desconto em até 65% oferecido pelas empresas de energia elétrica aos consumidores que se enquadram na categoria de baixa renda. Para indígenas e quilombolas o desconto pode ser até de 100%.

Para se inscrever é preciso atender a alguns critérios: a família tem que ser inscrita no Cadastro Único, com renda familiar mensal por pessoa menor ou igual a meio salário mínimo – R$ 522, 50. Se encaixam nesse perfil famílias inscritas no CadÚnico, com renda mensal de até três salários mínimos  – R$ 3.135,00, mas que tenham em casa pessoa portadora de doença ou deficiência que utilize aparelho, equipamento ou instrumento que consuma energia de forma contínua. Também têm direito os idosos com 65 anos ou mais, e pessoas com deficiência que recebam o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social. A solicitação pode ser feita pelo número: 0800 70 19120.

A recomendação para quem não se enquadra no perfil para isenção no pagamento de energia elétrica é não acumular os boletos de cobrança. O economista Fábio Martinez diz que o importante no momento é cortar gastos supérfluos e priorizar os compromissos. “Algumas pessoas tiveram os seus rendimentos reduzidos a zero e apesar do auxílio emergencial do Governo Federal, muitos não vão conseguir arcar com todas as suas dívidas. E mesmo tendo a possibilidade de postergar alguns pagamentos, eles no futuro terão que ser pagos. E a energia elétrica é fundamental”, frisou.

Para que as empresas de energia não sofram os efeitos da crise causada pelo Coronavírus, o Tesouro Nacional deve direcionar até 900 milhões à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que deve cobrir os custos dessa isenção. Martinez destaca ainda que grandes empresas, como as concessionárias de energia elétrica, tem um capital maior para lidar com situações de crise, como a atual por conta da pandemia. “Especificamente aqui em Roraima, a gente tem um auxílio, porque como é sistema isolado, o Governo Federal, através de uma alíquota que todos os consumidores pagam, destina parte do recurso pra subsidiar a compra de combustível. Por isso acho que não teremos tanto impacto”, pontuou. Roraima é o único estado do Brasil que não faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Outro fator que minimiza os impactos para as empresas de distribuição de energia, é que algumas fazem parte de grandes grupos do setor elétrico, que atuam em transmissão e geração, setores menos afetados pelos impactos da pandemia no país.

Por Thamy Dinelli

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Empresa adianta processo de instalação de termelétrica a base de óleo de palma no Sul do Estado

O processo de instalação de usinas de produção de energia em Roraima está transcorrendo dentro dos prazos estipulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A Palmaplan Energia, empresa do Grupo Oleoplan, é uma das vencedoras do 1º Leilão de Energia do Sistema Isolado de Roraima com o projeto denominado “Usina Termoelétrica Palmaplan Energia”.

Com capacidade de geração para atender o equivalente a 35 mil famílias por mês, o projeto integra as operações do grupo na região sul do estado, contribuindo para o seu desenvolvimento social e econômico.

De acordo com o gerente de produção da empresa, Leonardo Mailan, a solução tecnológica adotada foi à utilização de motores a combustão interna com uso de combustíveis renováveis, como o óleo de palma.

“A capacidade técnica de geração é de 10.976 MW, que serão entregues a partir de junho de 2021, nas instalações da subestação Rorainópolis, localizada no município de mesmo nome, de propriedade da Distribuidora Roraima Energia”, esclareceu.

Leonardo Mailan informou ainda que a empresa está em fase de detalhamento dos projetos técnicos e que aguarda a emissão da Licença Ambiental de Instalação (LI), através do órgão estadual competente, para início da fase da instalação do projeto.

“A obra deve durar aproximadamente 12 meses e vai proporcionar oferta de empregos e distribuição de renda na região sul do estado”, destacou.

O gerente explicou que com a implantação do projeto, a Palmaplan Energia contribuirá decisivamente para a segurança energética e qualidade do fornecimento de energia elétrica para o estado de Roraima.

Leonardo explicou que o Grupo Oleoplan é proprietário da Palmaplan Agroindustrial, instalado na Vila do Equador, município de Rorainópolis, atuando no plantio e extração do óleo de Palma.

Ele estima que serão gerados 100 empregos diretos e 350 indiretos na etapa de implantação e mais 25 na etapa de operação.

Por Nei Costa

Foto – Secom/RR

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Senai Roraima vai oferecer curso de formação e já investe em energia solar em suas unidades

Preparar profissionais para atuar no mercado de instalação de painéis fotovoltaicos é uma das preocupações do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Senai Roraima.

A instituição trabalha com o objetivo de promover a educação profissional a inovação e a transferência de tecnologias industriais, contribuindo para o desenvolvimento da indústria roraimense.

Arnaldo de Souza Cruz é diretor regional do Senai Roraima e já está planejando criar cursos para que jovens possam ter formação profissional na área de energia fotovoltaica.

Arnaldo explicou que existe um projeto em estudo no Senai Roraima para ofertar a população consultorias no campo de sistemas de energia e deve funcionar nos moldes que a instituição utiliza em Mato Grosso do Sul, que detém um grande know-how nessa área é um dos Estados com maior instalação de energia fotovoltaica no Brasil.

Ele explica que o Senai está fazendo consultoria em sistemas já instalados para verificar a situação do que foi projetado para que seja executado aquilo que foi prometido e o que está sendo produzido.

“Fazemos essa verificação para checar se realmente foi feito aquilo que foi contratado, que é outra proposta da Instituição. Também queremos mostrar para os consumidores a importância do processo de eficiência energética antes da instalação do sistema fotovoltaico, para saber se há problemas internos quem têm que ser resolvidos para que não cause outros problema pós-instalação”, explicou o diretor.

Arnaldo Cruz explica que a parte da educação profissional é muito importante no processo e que o Senai conta com laboratórios de instalação de energia fotovoltaica, tanto off-grid, quanto on-grid. Ele lembra que o Senai já está fazendo investimento na aquisição dos demais equipamentos, uma vez que a procura por cursos de formação de mão de obra para trabalhar com instalação de energia solar está crescendo no Estado, como em todo o Brasil.

O diretor do Senai Roraima lembrou que já estão sendo feitos estudos para instalação de painéis solares nas unidades da Instituição, como já foi feito em Mato Grosso do Sul. A ideia é fazer o projeto para as escolas do Senai, o que vai diminuir os gastos com energia elétrica.

“Somando a conta de energia das duas, nós pagamos algo em torno de R$ 30 mil por mês. Por isso, resolvemos fazer esse projeto que está em fase de conclusão. Temos uma estimativa, já com base no consumo de energia, de um investimento na casa de um milhão de reais. Vamos ter energia solar nas duas escolas e vamos usar isso como cartão de visita, pois ficaria muito mais fácil vender algo que você já tem, que somos exemplo e adeptos do sistema de energia solar”. Esclareceu.

Arnaldo lembrou que a sua experiência pessoal vem de alguns anos, quando ele instalou um sistema on-grid na sua casa. “Eu procurei informações e levei quase três anos construindo minha casa. Nesse período eu procurei empresas para desenvolver um projeto e tive até uma certa dificuldade. Aí conheci uma empresa de Mato Grosso do Sul que fez uma parceria com uma empresa loca. E aí o projeto foi feito pelo Senai de Mato Grosso do Sul para minha casa e essa empresa fez outra parceria com uma firma de instalação. Fiz um financiamento na Caixa Assistencial do CREA com juros mais baixos do mercado, com condições de pagamento muito boas do financiamento de três anos. Pago por mês mais ou menos o que eu pagaria na minha conta normal energia de casa. Já estou no segundo mês com o sistema instalado e lá em casa pago R$ 102 de conta.

Arnaldo afirma que a parceria entre instituições e o Fórum de Energias Renováveis de Roraima é de suma importância, além de ser um primeiro passo para essa mudança na matriz energética do Estado. “O Alexandre está de parabéns pela condução do Fórum, porque esse tema tão relevante e tão importante para o nosso Estado. Eu acho que é um movimento positivo e eu acho que é uma coisa boa. Acho que isso tem que ser divulgado e difundido para que mais pessoas possam ter acesso a energia solar, pois é uma fonte limpa e ambientalmente mais correta”.

Por Nei Costa