CONTA-DE-ENERGIA

Roraima Energia desenvolve campanha para diminuir consumo durante a pandemia

Nos últimos meses milhares de pessoas estão ficando mais tempo em casa por causa da pandemia de corona vírus. Com isso, a tendência é que os consumidores passem a gastar mais energia, uma vez que ficam mais tempo com lâmpadas, televisores e aparelhos de som, por exemplo, ligados durante um período maior.

Para ajudar os consumidores a economizar energia elétrica durante a quarentena, a Roraima Energia está desenvolvendo uma campanha de consumo consciente que dá dicas aos consumidores de como economizar energia em sua residência, através de depoimentos reais de consumidores.

Todos os personagens dessa campanha foram ganhadores de uma ação educativa realizada nas escolas pela antiga Eletrobras. A ação visava o acompanhamento de professores e alunos do seu gasto de energia antes e após receberem e aplicarem as dicas de consumo consciente em suas casas.

Esses personagens falam com propriedade, porque vivenciaram que é possível economizar através de simples mudanças de hábito. A campanha foi lançada no final de agosto/19 e teve veiculação até dezembro/19.

Após o início da pandemia, a empresa voltou a divulgar esta campanha por ser um assunto atemporal e muito importante principalmente nesse momento.

A Roraima Energia avalia que as campanhas realizadas desde 2019 contribuíram para uma redução de consumo no decorrer do ano e principalmente no período de temperaturas elevadas. Em 2020, após o início da pandemia e das restrições de circulação de pessoas, houve uma redução de consumo geral no sistema Roraima de 12% quando comparado abril/2020 com março/2020.

Para divulgação dessa campanha a empresa utiliza várias mídias, como TV, jornal impresso, rádio e mídias sociais.

Hoje, o foco da Roraima Energia tem sido a redução da inadimplência, pois nesse momento crítico de pandemia, as pessoas estão tendo mais dificuldades de deixar as contas em dia. Por isso, a empresa está flexibilizando e oferecendo condições especiais para negociação e renegociação de débitos, além de oferecer a possibilidade do pagamento das faturas nos cartões de débito ou crédito com possibilidade de parcelamento no próprio cartão. Esses pagamentos podem ser feitos diretamente no site ou através do novo App da concessionária.

No dia 24 de março desse ano, a Agência Reguladora ANEEL por meio da Resolução 878/2020 suspendeu por 90 dias, cortes de energia por inadimplência para Unidades Consumidoras residenciais urbanas e rurais, incluindo as cadastradas como baixa renda, unidades cadastradas onde existam pessoas usuárias de equipamentos de autonomia limitada, vitais à preservação da vida humana e dependentes de energia elétrica, como também unidades de serviços e atividades consideradas essenciais.   Para as demais Unidades Consumidoras não relacionadas na Resolução, os prazos e as rotinas para corte por inadimplência continuam sem alteração, inclusive demais medidas admitidas pela legislação para a cobrança dos débitos, a partir do vencimento.

É Importante que seja entendido que, conforme a própria resolução 878 da ANEEL, não há isenção de pagamento das faturas mensais, apenas a proibição do corte para as unidades mencionadas. Cada cliente deve realizar o pagamento, sempre que possível, para evitar o acúmulo após os 90 dias.

Outro ponto muito importante a se destacar é que Resolução 878/2020 suspende apenas os cortes por inadimplência das Unidades Consumidoras regulares. Unidades consumidoras que estiverem de forma irregular (desvio de energia ou fraude no medidor) poderão ser regularizadas pelas equipes de inspeção e fiscalização mesmo no período de pandemia.

Por Nei Costa

20-03-imagem-podcast-1024x1024

OCB vai viabilizar produção em larga escala de energia solar em Roraima

Você sabia que o nosso Estado está prestes a ganhar a primeira cooperativa de energia solar ? O projeto já está em andamento e deve beneficiar muitos roraimenses. Quem conversou com a gente sobre esse processo foi a Superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras em Roraima (OCB/RR), Jucélia Rodrigues.

 

Ouça a entrevista:

mario-alcantara-BB

Banco do Brasil oferece linhas de crédito para financiamento de energia solar

O mercado de energia solar está crescendo a cada ano e as instituições financeiras estão se adaptando para oferecer linhas de crédito acessíveis para os interessados em diminuir suas contas de energia no final de cada mês.

O Banco do Brasil oferece várias linhas de financiamento de energia solar com taxas e prazos atrativos para empresas urbanas, rurais e produtores do campo conseguirem adquirir e instalar usinas de energia solar para gerar a sua própria energia e economizar na conta de luz.

O Fórum de Energias Renováveis de Roraima vem apresentando uma série de informações que podem ajudar os leitores a investir em energia solar. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que a cada ano torna-se mais vantajoso para as pessoas investirem em um sistema de placas solares (sistema fotovoltaico) para gerar a própria energia e, assim, conseguir economizar até 90% na conta de luz.

Apesar dos preços dos sistemas estarem diminuindo, muitos ainda creem que o valor do investimento é alto, o que acaba sendo uma informação que merece ser checada.

O superintendente do Banco do Brasil em Roraima, Mário Alcântara, afirma que é necessário que as pessoas procurem se informar, pois só assim elas vão ver que o que acreditavam ser praticamente inacessível pode estar ao alcance de todos.

“Hoje, o Banco do Brasil possui diversas linhas de crédito para comprar sua pequena usina, por meio dos nossos planos de financiamento de energia solar”, disse.

Hoje existem tecnologias diferentes quando se trata do assunto. Exemplos é a tecnologia de aquecimento solar e a de energia elétrica fotovoltaica, ambas com linhas de financiamento para a sua aquisição. O sistema de placas solares fotovoltaicas utiliza a luz do sol para gerar energia elétrica e esse é o melhor para Roraima.

Os sistemas solares fotovoltaicos (SFV na sigla) são compostos de placas solares e outro equipamento principal, o inversor solar. As placas instaladas no telhado captam a luz do sol e a convertem em energia elétrica, a qual passa pelo inversor para ser enviada e consumida no imóvel ou então injetada na rede de energia da distribuidora.

A energia injetada na rede da distribuidora é convertida em créditos energéticos, que são usados para abater da energia que foi consumida da rede durante à noite, ou em momentos de pouca geração.

Esse sistema de créditos foi criado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na sua Resolução Normativa 482, de 2012, que regulamentou o segmento e garante os direitos de quem produz a sua própria energia através de energias renováveis.

Hoje,  milhares de brasileiros sabem que vale a pena investir nessa tecnologia, uma vez que o retorno é rápido e a economia é certa.

Outro fator que deve ser levado em consideração, é que esses sistemas têm uma vida útil prolongada, com as placas de qualidade possuindo garantia de 25 anos sobre 80% de sua eficiência de geração.

Isso significa que mesmo por meio de um financiamento de energia solar de 10 anos, por exemplo, o sistema ainda irá lhe entregar vários anos de energia grátis após você ter terminado de pagá-lo.

Quem optar pela energia solar vai contribuir com o meio ambiente, pois vai produzir energia que não polui e é renovável.

O rápido dimensionamento e instalação dos sistemas e sua baixa manutenção durante sua vida útil são outras das vantagens que levam pessoas a apostarem no financiamento de energia solar.

Isso porque os sistemas fotovoltaicos são dimensionados exclusivamente para cada cliente, projetados conforme a coleta de informações de consumo e geração de cada consumidor.

Média anual do consumo elétrico, níveis de radiação solar local, direção e inclinação do telhado, entre vários outros fatores serão analisados pela equipe da empresa escolhida na hora da elaboração do projeto.

Para a pessoa que deseja conseguir um financiamento do sistema para seu negócio ou empresa, inclusive, o orçamento do projeto é item essencial para se conseguir a liberação junto ao banco.

Financiamento do Banco do Brasil

Mário Alcântara informou que adquirir um sistema de placas solares pode ser considerado um investimento, pois irá trazer um retorno ao seu dono na forma de economia na conta de luz, um dinheiro que passa a ficar em seu bolso todo o mês.

“A forma de pagamento que maximiza e diminui o tempo de retorno é sempre o formato à vista, ou então parcelado sem juros diretamente com a empresa instaladora de energia solar”.

No entanto, completa Mário, para a maioria dos consumidores em busca da tecnologia fotovoltaica, essa não é uma opção, razão pela qual as linhas de financiamento de energia solar Banco do Brasil são tão interessantes e vantajosas.

No caso do Banco do Brasil, são várias linhas de financiamento disponíveis, algumas exclusivamente voltadas para a implantação da energia solar, e que atendem pessoas físicas e, principalmente, pessoas jurídicas (empresas).

“É importante lembrar que, na maioria desses financiamentos, o banco age como uma instituição repassadora de crédito, com os recursos para essas linhas provenientes de fundos do Governo Federal”.

O superintendente explica que os recursos provêm de fundos que o governo libera para os consumidores que desejam instalar energia solar, e são repassados pelo Banco do Brasil através dos programas que ele mesmo cria.

Os valores liberados podem chegar a até 100% do investimento, ou seja, tanto equipamentos quanto a mão de obra completa do projeto e instalação do sistema.

Em todas as linhas o crédito será disponibilizado apenas  para correntistas do BB e contará com condições bem atrativas para a compra e instalação dos projetos de energia solar.

Crédito

O primeiro passo é tornar-se cliente do banco, caso ainda não seja e, então, solicitar a linha de crédito, a qual está sujeita à aprovação cadastral e de crédito.

Os planos são o seguinte: Financiamento Empresarial Urbano; Sistema e Fotovoltaico Comercial Urbano.

Pronaf Agroindústria

Essa é uma das linhas do Banco do Brasil oferecidas com recursos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), criado pelo governo em 1996 e com abrangência nacional.

Destinada exclusivamente a pessoas jurídicas, essa linha oferece crédito para empreendimentos familiares rurais, cooperativas e produtores familiares com atuação na agropecuária, produtos florestais e artesanais e ou turismo rural.

O público é composto de empreendimentos familiares rurais (pessoa jurídica), cooperativas e produtores familiares. A taxa de juros é pré-fixada: 4,6% a.a.

Pronaf Eco

A Pronaf Eco é a linha de financiamento de energia solar Banco do Brasil que atende pessoas físicas com o repasse dos recursos do Pronaf.

O crédito é destinado à investimentos em técnicas que minimizam o impacto da atividade rural ao meio ambiente, bem como permitam ao agricultor melhor convívio com o bioma em que sua propriedade está inserida.

Produtores familiares que apresentem Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), podem adquirir o crédito. Os juros são de 2,5% a.a. para projetos eco e 4,6% a.a. para silvicultura.

Os limites de financiamento vão até 100% do investimento, perfazendo um total de R$ 165 mil. O prazo para pagamento é de até 12 anos, com até 8 anos de carência, dependendo do empreendimento financiado.

Para ambas as linhas Pronaf do Banco do Brasil, a empresa ou produtor rural devem primeiramente conseguir a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) junto a um sindicato rural ou empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

Para isso, eles não podem estar listados entre os consumidores dos grupos listados abaixo, constante no banco de dados disponibilizado no site do Banco Central do Brasil (BCB) acerca do Pronaf.

Por Nei Costa

lidia tavares

Morte da professora Lídia Tavares deixa um vazio na educação de Roraima

A professora Lídia Maria Coelho Tavares morreu na noite desta terça-feira (12/05), vítima de infarto fulminante.

Lídia Tavares era superintendente do Instituto Euvaldo Lodi desde 1995, mas exerceu diversas atividades ligadas à área de educação. Foi professora, Secretaria Municipal de Educação, conselheira do Movimento Roraimense pela Qualidade e durante os últimos 25 anos se dedicou com alma e liderança ao IEL/RR, instituição que integra o Sistema FIER, responsável pela qualificação profissional dos trabalhadores da indústria e de jovens e adultos de Roraima.

Nasceu em Boa Vista em outubro de 1942, filha de José Francisco Coelho e Maria do Carmo Monteiro Coelho. Casou-se com Newton Tavares, com quem viveu 51 anos de matrimonio e dessa união nasceram os filhos, Newton Tavares Filho e Lila Rose, que presenteou-a com uma linda neta de nome Sarah.

Formou-se em Letras – Licenciatura em Inglês pela UFSM – Universidade Federal de Santa Maria, iniciou sua trajetória profissional como professora, onde contribuiu com a alfabetização de muitos profissionais roraimenses.

Como superintendente do IEL sua história é marcada pela sua dedicação resoluta à causa da educação, em que ela foi a alma, a voz, a líder e gestora do Instituto Euvaldo Lodi – IEL/RR. Atuou como membro dos seguintes conselhos: Serviço Brasileiro de Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE/RR, Instituto Federal de Roraima – IFRR, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI/RR, Serviço Social da Indústria – SESI/RR e da Federação das Indústrias do Estado de Roraima – FIER.

A professora Lídia foi a responsável e uma das maiores incentivadoras do Fórum de Energias Renováveis de Roraima, fazendo do IEL a sua “casa”. Lídia não só disponibilizou o espaço físico do Fórum na sede do IEL, como também não poupou esforços para que o projeto tivesse êxito.

Lídia Coelho Tavares era membro da igreja Batista Regular de Boa Vista, sempre engajada com as ações missionárias da igreja, atuou como tesoureira e professora de cursos, voltados a conservação da família.

“Suas marcas pessoal e profissional ficarão arraigadas em nossos corações, onde levaremos como grande exemplo de mãe, educadora, religiosa e dedicada em tudo o que fazia”.

DONSOL-03-CREDITOS-DA-EMPRESA-NA-FOTO

Mercado avalia com cautela efeitos do coronavírus e do câmbio

Empresas brasileiras do mercado de energia solar avaliam com cautela os impactos do surto de coronavírus na China, onde fábricas de componentes chegaram a ficar paralisadas para reduzir a onda de contágio. Atualmente, muitas delas ainda operam abaixo da capacidade total.

“Ainda não percebemos esses efeitos, não há falta de equipamentos ou problemas de entrega. Talvez ocorram alguns atrasos de contrato e de embarques, mas eu não vejo um cenário catastrófico”, aponta o diretor comercial da MTEC Energia, Daniel Luiz Sebben.

O gerente da unidade de negócio de energia fotovoltaica da Fronius do Brasil, Alexandre Borin, explica que a empresa não está sendo impactada, por ter seu fornecimento vindo da Áustria, mas ressalta que, se a situação não for normalizada na China, poderá haver problemas em toda a cadeia. “Tenho ouvido de fábricas de módulos que já não estão embarcando e, nesse primeiro trimestre, pode haver alguns desabastecimentos. A demanda do mercado brasileiro é alta e se houver escassez, pode ter uma pisada de freio.”

Outro aspecto que o surto tem prejudicado é no câmbio. Juntamente com outros fatores, os impactos econômicos do coronavírus tem influenciado na valorização do dólar e do euro em relação ao real. Como muitos componentes do setor fotovoltaico são importados, há preocupação se essa tendência é passageira ou de longo prazo.

“Quem trabalha com usinas maiores normalmente tem hedge cambial para não ficar exposto. No mercado de geração distribuída, geralmente há um nível de estoque maior. Até o momento não percebemos esse aumento do dólar”, diz Sebben. Ele acredita que a situação deve se normalizar. “Estou otimista. É uma fase de valorização recorde, mas entendo que a essa epidemia deve acalmar, surgir as primeiras vacinas e o situação se organizar.”

Borin explica que a Fronius está tentando absorver a valorização cambial. “Estamos atrelados ao euro, que está ainda mais caro que o dólar. Estamos absorvendo essa diferença para entender qual vai ser a tendência da moeda. Talvez volte para um patamar aceitável. Mas se continuar a aumentar ou não retroceder, é possível que tenhamos que fazer um repasse de preço. Até o momento, seguimos praticando os mesmos preços do ano passado.”

Fonte – portalsolar

IMG_20200108_095449385-scaled

Basa facilita ainda mais acesso às linhas de crédito para energia solar

O Banco da Amazônia vem, a cada dia, facilitando o acesso às suas linhas de crédito para aquisição de equipamentos para instalação de pequenas usinas de energia solar, seja em residência, comércio ou em propriedades rurais.

O gerente geral do Basa em Roraima, Delvan Prata, disse que a instituição tem um programa especial de financiamento de energia solar, que é o Energia Verde. “Esse programa atende pessoas físicas e jurídicas sejam da área urbana ou rural”, disse.

Delvan explicou que no setor não rural, o Banco, por meio do programa, tem duas finalidades básicas. Na primeira delas é financiar a micro e minigeração de energia fotovoltaica e a segunda é financiar a produção de energia de outras fontes renováveis.

“Nesse aspecto é importante destacar que esses financiamentos, tanto para micro e minigeração de energia, quanto a produção de energia renovável de outas fontes, ele deve ser para o consumo próprio da pessoa financiada, e isso é importante destacar”, explicou.

Outro ponto importante, segundo Delvan, é mostrar qual que é o público alvo desse produto, que foi criado para atender especialmente as pessoas físicas residenciais. “Ou seja, eu, você, o seu João, enfim, as pessoas que moram em suas residências e que tem um consumo de energia considerável”, disse.

O gerente afirma que o produto foi criado para que essas pessoas possam gerar sua própria energia e, consequentemente, conseguir reduzir a sua conta de luz e também contribuir com o sistema elétrico nacional. Ele volta a esclarecer que o Energia Verde tem como público-alvo essas pessoas físicas residenciais e também as empresas.

“É importante destacar que empresas de qualquer porte, seja um microempreendedor individual até uma grande empresa, ela faz parte do público-alvo dessa linha”, destacou o gerente geral.

Sobre as atividades financiadas na linha FNO Verde, Delvan Prata esclarece que o Banco financia praticamente todas as atividades que vão desde agroindústria a indústria, o comércio, a cultura e o turismo, a prestação de serviços, além de atividades agroindustriais industriais voltadas para a exportação.

“Então, como você pode observar, basicamente todas as atividades da cadeia produtiva são financiadas. Desde o início das atividades ali na agroindústria, até chegar na indústria.

O FNO Verde os seguintes itens: a microgeração distribuída, aquela consiste na central geradora de energia, com potência instalada de no máximo 75 KW e vai financiar também a minigeração distribuída, que consiste na central geradora de energia elétrica com potência instalada superior a 75 KW e menor ou igual a 5 MW.

Delvan lembrou ainda que dentro desses dois itens financiáveis é importante destacar que eles precisam trabalhar no sistema de cogeração qualificada, que é aquele sistema onde a central geradora de energia elétrica está conectada com a rede de distribuição da concessionária local.

“Além do financiamento da microgeração distribuída e da minigeração distribuída é também possível financiar, dentro desse conjunto, o sistema de compensação de energia elétrica, que é aquele sistema que você vai injetar o seu excesso de geração de energia na rede da concessionária distribuidora, que é tipo um empréstimo gratuito e depois eles vão compensar para você, reduzindo seu consumo de energia”, informou

O Basa também financia outros itens, como a melhoria do sistema implantado, ou seja, modernizar as instalações, substituindo alguma placa ou reformando algum equipamento. “Essa melhoria também pode ser financiada. Muitas pessoas querem aumentar sua produção ou implantar equipamentos mais modernos. Isso nós financiamos também”.

O banco também pode financiar o que a Aneel trata como empreendimentos com múltiplas unidades consumidoras. Eles são caracterizados pela utilização de energia elétrica de forma independente, onde cada fração constitui uma unidade consumidora e as instalações para o atendimento das áreas de uso comum, constituem uma unidade consumidora. O exemplo citado foram os condomínios. Neles, os proprietários atendem várias unidades consumidoras com apenas uma usina. Isso contribuiria para a redução do consumo de energia daquele local.

Outro exemplo citado pelo gerente, são alguns empresários que têm diversos empreendimentos, mas as unidades consumidoras são independentes. “Então, também é possível financiar dentro da sistemática, o outro item financiado que é a geração compartilhada, que se caracteriza pela reunião de consumidores dentro da mesma área de concessão ou permissão, por meio de consórcio de cooperativa composta por uma pessoa física ou jurídica que possui unidade consumidora com micro ou minigeração distribuída em local diferente das unidades consumidoras. Ou seja, eu posso fazer uma cooperativa, adquirir um terreno e montar uma mini ou microgeração de energia distribuída e compensar no consumo de todos os cooperados”, esclareceu.

O Basa também tem outro item financiável que se chama autoconsumo remoto, que caracteriza-se por unidades consumidoras de titularidade de uma mesma pessoa jurídica, incluídas matriz e filiais ou pessoa física que possui unidade consumidora com microgeração ou minigeração distribuída em local diferente, dentro da mesma área de concessão, permissão nas quais a energia excedente será compensada.

Na próxima reportagem o energiasroraima.com.br vai publicar tudo o que o leitor quer saber sobre como fazer o financiamento dos itens listados acima. Desde os percentuais de juros, até o prazo de pagamento e o tempo de carência. Confira!!

Por Nei Costa

Sede_ANEEL

Dados da Aneel apontam crescimento no setor de energia fotovoltaica no primeiro trimestre de 2020 em Roraima

O investimento em energias renováveis tem apresentado crescimento nos últimos anos em Roraima, principalmente na modalidade energia solar fotovoltaica, que é considerada uma alternativa sustentável e sem danos à natureza. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam que em 2018 foram instaladas 06 unidades consumidoras com geração distribuída no estado, tendo como fonte a radiação solar e com uma potência instalada de 229,60 quilowatt (kW). Já em 2019 esse número subiu para 43, com uma potência de 514, 57 kW. E o primeiro trimestre de 2020 já superou o ano anterior – foram 57 unidades, com uma potência instalada de 527,34 kW. Essas unidades estão na zona rural e urbana ajudando na eficiência energética e economia em casas, indústria e prédios comerciais ou públicos.

Os dados da Roraima Energia também mostram que os registros de unidades de geração distribuída vem crescendo no estado, e com sistemas a mais que os identificados pela Aneel. De acordo com a concessionária de energia, no ano passado (2019) foram instaladas 59 unidades consumidoras. E de janeiro a março deste ano (2020), já são mais 60 novas unidades que estão em funcionamento no estado.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) entre 2012 e 2019 o setor solar fotovoltaico gerou mais de 130 mil empregos no país. Os registros da associação mostram ainda que 99,8% de todas as conexões de micro ( até 75kW) e minigeração distribuída (acima de 75 kW até 5 mW) implantados em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos, são da fonte solar fotovoltaica com um investimento acumulado de R$ 12,8 bilhões, desde 2012 em todas as regiões e estados do país. São 261.616 unidades consumidoras recebendo créditos pelo Sistemas de Compensação de Energia Elétrica.

Conforme a resolução nº 517/2012 da Aneel, a energia ativa injetada por unidade consumidora com microgeração distribuída ou minigeração distribuída é cedida, por meio de empréstimo gratuito, à distribuidora local e posteriormente compensada com o consumo de energia elétrica. Com tecnologia comprovada, os sistemas fotovoltaicos estão ganhando mercado e investimentos em todo país.

Para o consultor técnico do Fórum de Energias Renováveis, Ricardo Lima, as pessoas estão tendo a percepção dos impactos positivos que a implantação de sistemas de geração distribuída fotovoltaica têm para o consumidor. Ele destaca que os benefícios são muitos, “desde a redução nas despesas com energia, à melhoria na qualidade do fornecimento, até a contribuição para o meio ambiente, ao reduzir a geração termoelétrica a diesel no estado. É um bom negócio para o consumidor, de todos os pontos de vista”, destacou Ricardo.

E quando se fala em investir em energia solar, o estado de Roraima apresenta grande potencial para avançar na implantação de unidades: Lima reforça que o estado tem um dos melhores índices de insolação do país, comparável ao sertão da Bahia e ao litoral do Nordeste. O investimento em energia fotovoltaica tem impactos na eficiência e consumo para a demanda das residências, setores do comércio e indústria. “Lembro que o estado só não se desenvolve mais por não dispor de energia farta e, ao gerar energia localmente, podemos ter energia disponível para crescer”, pontuou Ricardo.

Por Thamy Dinelli

folhabv

Como a energia solar fotovoltaica e eólica podem se complementar

A maioria das fontes de geração de energia elétrica do país não apresenta variação substancial na potência ao longo do dia, exceto as gerações fotovoltaica e eólica. Nestas duas há diferença substancial entre o máximo e mínimo de geração durante o dia e entre os dias, em função da energia disponível pelo sol e vento, respectivamente.

Para a energia solar fotovoltaica essa variação é óbvia, pois há incidência de radiação solar apenas durante o fotoperíodo, aumentando entre o nascer do sol e o meio dia astronômico do local onde está instalado o equipamento, e redução até o pôr do sol.

Essa curva de geração pode sofrer alterações em função da latitude, do uso ou não de seguidor solar e da inclinação e alinhamento do telhado em relação à linha leste-oeste. Considerando-se os dados médios do mês de janeiro de 2020, a geração fotovoltaica no Brasil inicia ao redor da 5h no horário de Brasília, atinge seu pico às 12h e se encerra às 18h, formando uma curva assintótica.

A geração de energia eólica, por sua vez, depende da velocidade do vento, uma vez que os equipamentos dispõem de dispositivos para se posicionar perpendicularmente à direção deste, visando o melhor aproveitamento de sua energia. Conforme dados médios do mês de janeiro de 2020, a menor geração eólica no Brasil ocorre ao redor das 10h da manhã, aumentando até ao redor das 21h e reduzindo novamente até as 10h do dia subsequente.

Assim, se considerarmos cada fonte individualmente, a variação no potencial de geração ao longo do dia não atende à variação de demanda de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN). Contudo, se considerarmos a soma da energia gerada por essas duas fontes, na proporção da geração no mês de janeiro de 2020, há uma similaridade muito grande entre a variação na geração e na carga do SIN nos dias úteis desse mesmo mês, quando a demanda é maior.

Observam-se apenas pequenos desvios em relação à curva de carga, com maior produção do que a demanda no início da manhã e menor do que a demanda no final da tarde. O déficit no final da tarde poderia ser atendido com a instalação de fazendas fotovoltaicas mais a Oeste do território nacional ou utilizando-se os telhados voltados para essa direção nas instalações residenciais, o que resultaria em atraso da curva de geração em relação à atual.

Isso pode ser exemplificado numa unidade de geração distribuída localizada em Florianópolis/SC com telhado voltado para Oeste, onde o pico de produção ocorre ao redor das 14h, apontando para um atraso de 2h em relação ao meio-dia local. Adicionalmente, nesse local e exposição solar o período de maior geração ocorre entre 13 e 15h, coincidindo com o período de maior demanda no SIN.

Os resultados apresentados demonstram que, somadas, as gerações fotovoltaica e eólica atendem à variação na demanda de energia no Sistema Interligado Nacional ao longo do dia.

 

Assim, desde que ajustada a proporção de geração por cada uma delas, estas fontes complementariam com segurança a geração pelas fontes que não apresentam variação significativa ao longo do dia, em função de sua ampla distribuição no território nacional, contemplando as variações locais e regionais de disponibilidade de radiação solar e de vento, que são as fontes de energia para esses sistemas.

Publicado por Nei Costa

Fonte – portalenergia.com

DONSOL-03-CREDITOS-DA-EMPRESA-NA-FOTO

Grupo que defende energia solar sem taxação discute cenário ao vivo

Grupo criado para mobilizações acerca da energia renovável livre de taxações, o MSL (Movimento Solar Livre) realiza, semanalmente, lives com mentoria para líderes e discussão sobre o cenário da energia solar no Brasil. As transmissões podem ser acompanhadas gratuitamente pela internet.

Todas as segundas-feiras, às 18 horas (horário de MS), o grupo faz as transmissões pelo Youtube. Para acompanhar a transmissão desta segunda (4) acesse o link – https://www.youtube.com/watch?v=BE42OvX5pwY&feature=emb_err_watch_on_yt.

O grupo se intitula como movimento sem partido. “Nosso movimento é conhecido por ser apartidário, ter uma visão ampla e liberal quanto à política, à economia e aos costumes”.

 

Fórum de Energias em Roraima defende manutenção de regras para geração distribuída de energia em sistemas isolados

 

O Fórum de Energias Renováveis de Roraima defende a manutenção da resolução 482/2012, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que trata sobre as regras da geração distribuída, sistema pelo qual os consumidores podem produzir sua própria energia em sistemas isolados, como é o caso do estado de Roraima e outras áreas da região amazônica.

A Carta Proposta da representação foi publicada no site do órgão regulador, e aguarda resultado da análise que deve ocorrer ainda no primeiro trimestre desse ano. Confira aqui documento na íntegra.

Nas regras atuais, quem gera a própria energia, seja solar ou outro tipo de energia limpa, não paga algumas taxas pelo uso do sistema elétrico. A ANEEL defende a retirada desses incentivos, alegando que os custos são distribuídos para os demais consumidores que não aderiram ao sistema da geração distribuída.

Por exemplo, quem produz e consome a própria energia passará a pagar pelo uso da rede de transmissão e distribuição, o que vai de 100% de compensação para uma média de apenas 38%. Se o consumidor paga uma conta de luz de R$ 800, passará a pagar R$ 80. Caso as novas regras sejam aprovadas, essa mesma conta será de R$ 320.

Para especialistas do Fórum de Energias de Roraima, essa mudança proposta pelo órgão regulador traz desvantagens econômicas para o estado, sistema isolado e ainda atendido por geração a diesel. O coordenador do Fórum, Alexandre Henklain, explicou que a contribuição do Fórum de Energias Renováveis veio da constatação feita pelos profissionais e consultores da entidade.

“Os subsídios recorrentes das Contas Consumo de Combustível são bem mais elevados que os subsídios recorrentes do uso das energias renováveis, particularmente da energia solar. Estamos demonstrando à ANEEL que vale a pena manter as regras do jogo sem quaisquer mudanças na resolução 482”, afirmou.

Por Nei Costa

Fonte – Midiamax.com.br